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CINETOSE / ENJOO DE MOVIMENTO.

CINETOSE | ENJOO DE MOVIMENTO
1 DE OUTUBRO DE 2010 DR. PEDRO PINHEIRO 13 COMENTÁRIO(S)
A cinetose, conhecida como enjoo de movimento, é aquele quadro de náuseas, com ou sem vômitos, que ocorre em algumas pessoas quando em movimento, seja dentro de um automóvel, avião, trem ou barco. Neste texto vamos explicar as causas da cinetose, seus sintomas mais comuns e como preveni-los.

Entender uma doença se torna muito mais fácil quando primeiro entendemos o funcionamento normal dos órgãos e sistemas afetados. Vou gastar algumas linhas explicando como o corpo se mantém em equilíbrio para que vocês possam entender a cinetose com mais facilidade.

Como o corpo sabe que está em movimento?

Um dos principais trabalhos do nosso cérebro é interpretar as mensagens do meio externo recebidas pelo corpo. Para saber como se encontra nosso corpo em relação ao espaço e se estamos ou não em movimento, o cérebro precisa receber e interpretar informações de três sistemas diferentes:

– Visão
– Ouvido interno
– Propriocepção

Vamos perder um pouquinho de tempo explicando esses três sistemas, pois o seu funcionamento é bastante interessante. Vou procurar descrever esses mecanismos de um modo bem simples.

a) Visão

Todo mundo consegue entender por que a visão ajuda o cérebro interpretar se estamos em movimento, já que basta estar de olhos abertos para vermos se estamos nos movimentando ou não.

Mas a visão pode nos pregar peças. Quem é que, dentro de um carro parado no semáforo, nunca teve a sensação do carro estar andando para atrás apenas porque o carro do lado andou um pouquinho para frente? A visão do carro ao lado indo para frente pode fazer com que o cérebro interprete que somos nós que estamos andando para trás, levando o motorista a pisar no freio instintivamente. Este simples exemplo mostra com a visão pode dizer ao cérebro que estamos nos movimentando, quando na verdade estamos parados.

b) Propriocepção

Este é um sentido pouco conhecido pela população geral. A propriocepção é a capacidade do cérebro reconhecer a localização espacial do corpo, sua posição e orientação, a força exercida pelos músculos e a posição de cada parte do corpo em relação às demais, sem utilizar a visão. É a propriocepção que nos permite, de olhos fechados, reconhecer que estamos com o braço levantado, de cabeça para baixo, inclinados para frente, com as pernas dobradas, etc.

É graças a propriocepção que conseguimos, mesmo de olhos vendados, facilmente tocar a ponta do nariz com a ponta dos nosso dedos. A gente não precisa da visão para saber sempre onde está cada parte do nosso corpo.

c) Ouvido interno

Ouvido interno

Dentro do ouvido interno temos um órgão chamado labirinto, que faz parte do aparelho vestibular, responsável pela manutenção do equilíbrio.

O labirinto é um conjunto de arcos semicirculares que possuem líquidos em seu interior. A movimentação destes líquidos é interpretado pelo cérebro ajudando a identificar movimentos e a nos manter em equilíbrio.

As informações passadas pelo labirinto ajudam o cérebro a interpretar movimentos angulares, acelerações lineares e forças gravitacionais.

A labirintite, que é a inflamação desta região do ouvido interno, é uma das mais comuns causas de tonturas e náuseas, exatamente por atacar o órgão responsável pelo nosso equilíbrio. Falamos especificamente de labirintite em um artigo distinto: LABIRINTITE | Sintomas e tratamento.
Apenas como curiosidade: você sabe por que ficamos tontos depois de rodarmos várias vezes? Porque apesar de já estarmos parados, os líquidos dentro do nosso ouvido interno ainda ficam em movimento rotacional por alguns segundos, fazendo com que o cérebro interprete que ainda estamos rodando. Se fecharmos os olhos, a tontura aumenta ainda mais, pois, de olhos abertos, a visão consegue atenuar a mensagem errada que o ouvido interno está mandando ao cérebro.

O que causa a cinetose?

A cinetose, ou enjoo de movimento, ocorre quando o cérebro recebe informações desconexas destes três sistemas.

Quando andamos, estamos nos movimentando intencionalmente e o cérebro consegue conjugar as informações recebidas da visão, propriocepção e ouvido interno. As três trabalham em sinergismo, ou seja, dizendo a mesma coisa. Em um carro, navio ou avião, isto não ocorre. Estamos “parados” mas ao mesmo tempo em movimento. Se pararmos para pensar, o ser humano é único animal que costuma se movimentar de modo passivo, sem precisar fazer esforço para se locomover. Isto pode causar confusão no cérebro.

Quando estamos em um carro, por exemplo, estamos efetivamente em movimento apesar do corpo estar parado em relação ao carro. Isto provoca uma enxurrada de sinais confusos para o cérebro, que ao mesmo tempo recebe informações dizendo que o corpo está parado e sem fazer esforço (com músculos e tendões relaxados) e informações dizendo que o corpo está em movimento, graças à aceleração e curvas.

Quando olhamos para a frente e vemos a paisagem passar, o cérebro ainda consegue compreender melhor os movimentos do automóvel e o fato de estamos nos movimentando, por isso, a maioria das pessoas anda de carro sem sentir enjoos. Se, entretanto, você abaixar a cabeça e começar a ler, a visão junto com a propriocepção vão dizer ao cérebro que estamos parado, enquanto que o labirinto, estimulado pelas curvas e acelerações do carro, vai estar mandando sinais de movimento, o que facilita o surgimento de náuseas e tonturas.

Do mesmo modo, quando estamos em um simulador de parque de diversões, os sinais que o cérebro recebe muitas vezes são confusos, já que estamos efetivamente parados, apenas balançado para um lado e para o outro, enquanto que nossa visão está recebendo inúmeras informações, como se estivéssemos nos movimentando em alta velocidade, acelerando e desacelerando, fazendo curvas, subindo e descendo.

A cinetose, portanto, surge sempre que o cérebro estiver tendo dificuldades em interpretar o real estado de movimento do nosso corpo.
Fatores de risco para cinetose (enjoo de movimento)

Todas as pessoas são susceptíveis ao enjoo por movimento, o que varia é a intensidade do estímulo necessária para desencadear os sintomas. Isto é facilmente notado em viagens de navios, quando uma parte dos passageiros sente-se muito mal, outros referem ligeiro desconforto e a maioria nada sente.

Algumas características pessoais já foram identificadas como de maior risco para a cinetose. Por exemplo, mulheres são mais sensíveis que homens, o que de modo alguns significa que homens não possam ter enjoos de movimento. Abaixo, listarei os fatores de risco mais comuns:

– Sexo feminino.
– Crianças maiores que 2 anos.
– Gravidez.
– Labirintite .
– Enxaqueca (leia: DOR DE CABEÇA | ENXAQUECA , CEFALÉIA TENSIONAL E SINAIS DE GRAVIDADE).
– Ansiedade.

O tipo de movimento também influencia na ocorrência dos enjoos. Ao contrário do que se pensa, movimentos de baixa frequência são aqueles que mais induzem cinetose. Viajar deitado parece reduzir a intensidade dos sintomas, enquanto estar em pé parece ser pior.

Em viagens de navio, cerca de 40% dos passageiros referem cinetose, com graus de intensidade que variam desde um ligeiro mal estar até sintomas fortes, com vômitos incoercíveis. Em viagens de avião, a incidência é menor, mais ainda chega a 25% (leia: PROBLEMAS DE SAÚDE EM VIAGENS DE AVIÃO).

Sintomas da cinetose (enjoos de movimentos)

Os sintomas mais comuns da cinetose incluem náuseas, vômitos, mal estar, tonturas, vertigens, suores, sensação de calor e eructações (arrotos).

Os sintomas da cinetose tendem a melhorar com o tempo, após exposição repetida ao estímulo desencadeador. Em viagens de navio, por exemplo, os sintomas são piores nas primeiras 72 horas, melhorando com o tempo. Também é comum o paciente melhorar, mas voltar a ficar enjoado quando em terra firme novamente.

Prevenção da cinetose (enjoo de movimento)

Para aquelas pessoas que costumam enjoar em carros, aviões ou navios, o importante é tentar transmitir pela visão a mesma informação de movimento transmitida pelo ouvido interno. Por isso, fixar o olhar em pontos próximos ao horizonte e sempre melhor.

Por exemplo, quando em um navio, olhar para o horizonte transmite mais sensação de movimento do que ficar dentro do quarto, olhando para parede. O mesmo vale dentro de um carro, quando sentar no banco da frente e olhar em direção ao objeto terrestre mais longínquo é melhor do que olhar para dentro do carro.

Algumas dicas:

– Não leia durante as viagens, principalmente em automóveis.
– O motorista sempre sente menos enjoos que os passageiros, provavelmente porque o cérebro consegue prever com antecedência os movimentos do carro. Se você enjoa com facilidade, evite ser o “carona”.
– No avião, sente-se na janela e olhe a paisagem se movimentar (quando há alguma).
– Também no avião, os assentos próximos às asas sofrem menos movimentos.
– No navio, evite cabines sem janelas.
– Não sente de costas para a direção em que o veículo se locomove.
– Evite comer em movimento.
– Evite odores fortes.
– Evite locais quentes .
– Não fume.
– Evite bebidas alcoólicas.

Tratamento das cinetose (enjoo de movimento)

Alguns medicamentos ajudam a minimizar os efeitos destes sinais conflituosos que causam a cinetose. Estes remédios funcionam melhor se tomados preventivamente, ou seja, antes dos sintomas surgirem. Algumas opções incluem:

– Anti-histamínicos, como Dramin®.
– Escopolamina®.
– Prometazina + cafeína.

Algumas destas drogas podem ser administradas através de adesivos implantados atrás da orelha.

Entre os tratamentos não medicamentosos, algumas dicas costumam funcionar bem. A principal são comprimidos de gengibre. Algumas pulseiras que fazem pressão no punho também podem ajudar em alguns casos, mas a maioria dos paciente precisa mesmo é tomar remédios para evitar as náuseas.

Autor do artigo
Dr. Pedro Pinheiro – Médico formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 2002. Diploma reconhecido pela Universidade do Porto, Portugal. Título de especialista em Medicina Interna pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em 2005. Título de Nefrologista pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) em 2007. Título de Nefrologista pelo Colégio Português de Nefrologia.

Leia o texto original no site MD.Saúde: CINETOSE | ENJOO DE MOVIMENTO http://www.mdsaude.com/2010/10/cinetose-enjoo-movimento.html#ixzz1sQ4pT6pM

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ÓLEO DE PEIXE – OMEGA 3 NÃO HOUVE EFEITOS…

________________________________________
Óleo de peixe flops em MS
Por Kristina Fiore, escritor de Pessoal, MedPage Today
Publicado em: 16 de abril de 2012
Avaliado por Zalman S. Agus, MD ; Professor Emérito, Perelman Faculdade de Medicina da Universidade da Pensilvânia e Caputo Dorothy, MA, BSN, RN, Planner Enfermeira
1 comentário (s)

Pontos de Ação
• Neste estudo multicêntrico, randomizado em pacientes com esclerose reincidente-remitente ativo múltipla, não houve efeitos benéficos sobre a atividade da doença, medida pelo número de lesões que aumentam gadolínio foram vistos a partir de ômega-3 suplementação de ácidos graxos.
• Note-se que a falta de actividade clínica foi visto apesar e aumento de ácidos gordos no soro nos pacientes tratados com omega-3 ácidos gordos em comparação com o grupo placebo.
O óleo de peixe não parece ser de alguma ajuda no tratamento da esclerose múltipla, pesquisadores noruegueses descobriram.
Em um estudo randomizado controlado suplementação com ômega-3 os ácidos gordos não teve efeito sobre o número de lesões cerebrais observados na ressonância magnética ao longo de dois anos, em comparação com placebo, Oivind Torkildsen, MD, PhD, do Hospital Universitário Haukeland, na Noruega, e colegas relataram em linha no Archives of Neurology.
Embora a dieta norueguês é geralmente associada com altos níveis de consumo de peixe, Torkildsen disse MedPage Today que o nível sérico ômega-3 níveis no grupo placebo foram de baixo a normal, “o que indica que a ingestão de peixes não foi maior do que seria esperado em outras populações “, e que aqueles no grupo de suplementação, de fato, ver um aumento em ômega-3 níveis, enquanto o grupo placebo não.
Ensaios mais pequenos têm encontrado um benefício potencial para omega-3 ácidos gordos, que podem ser activa em MS devido às suas propriedades anti-inflamatórias e neuroprotector. Mas estudos controlados não têm sido capazes de tirar quaisquer conclusões definitivas, afirmaram os pesquisadores.
Ainda assim, os óleos de peixe são a forma mais comum de medicina complementar utilizado por pacientes com esclerose múltipla, eles notaram.
Então Torkildsen e colegas conduziram um estudo randomizado, duplo-cego, placebo-controlado em 13 departamentos de neurologia públicos na Noruega, totalizando 92 pacientes entre 18 e 55 com MS reincidente-remitente.
Os pacientes receberam ou mg 1.350 de ácido eicosapentaenóico (EPA) e 850 mg de ácido docosahexaenóico (DHA) a cada dia, ou placebo.
Após os primeiros 6 meses de ensaio, todos os pacientes também receberam 44 mcg de interferon beta-1a três vezes por semana por mais 18 meses.
Os pesquisadores descobriram que em todos os tempos – 6, 9 e 24 meses – não houve diferença no número de lesões que aumentam gadolínio IRM entre os grupos.
Aos 6 meses, a mediana do número de novas lesões era três no grupo omega-3 em comparação com dois no grupo do placebo, o que não era uma diferença significativa. Também não houve qualquer significativa entre grupos de diferenças, às 9 e 24 meses, depois que os pacientes começaram em interferon, eles relataram.
De facto, a razão da taxa de lesão era significativamente menor após tratamento com interferon, disseram ( P <0,001).
"Como esperado, a atividade da doença MRI foi significativamente reduzida quando interferon beta-1a foi introduzido", escreveram eles.
Não houve diferenças nas taxas de recaída em qualquer ponto do tempo, ea proporção de pacientes que não tiveram progressão da incapacidade foi de 70% em ambos os grupos, escreveram os pesquisadores.
Também não existiam diferenças de funcionalidade, fadiga ou escores de qualidade de vida, acrescentaram.
Torkildsen e seus colegas confirmaram que os pacientes estavam recebendo o ômega-3 por meio de exame de sangue e descobriu que os níveis séricos de ácidos graxos foram de fato maior no grupo de suplementação ( P <0,001).
O estudo foi limitado porque o tamanho da amostra não tinha poder estatístico para detectar tamanhos de efeito pequeno e médio porte de tratamento.
Os investigadores também notar que as cápsulas de óleo de milho utilizados como placebo continha 52% de ácido linoleico, ácido oleico 33%, e 13% de ácidos saturados – o primeiro dos quais dois são os ácidos gordos com propriedades anti-inflamatórias. A dose foi menor, no entanto, em comparação com uma dieta normal e inferior a estudos de intervenção com ômega-6, disseram.
Além disso, eles escreveram, a ingestão diária regular de ácido linoleico e oleico na Noruega já é alta, então a quantidade no grupo placebo adiciona uma quantidade insignificante para a ingestão total.
Em geral, eles concluíram que os ácidos graxos ômega-3 não tem efeitos benéficos sobre a atividade da doença em MS, como monoterapia ou em combinação com interferon beta-1a.
O estudo foi financiado pela Autoridade de Saúde Regional oeste da Noruega, a Sociedade de Esclerose Múltipla norueguês, Pronova Biocare, Amersham, Saúde e Merck-Serono.
Pronovo Biocare desde que os ácidos omega-3 e placebo.
Torkildsen relataram relacionamentos com Merck-Serono, Novartis e Biogen Idec. Co-autores relataram relacionamentos com Merck-Serono, Novartis, Biogen Idec, AstraZeneca, Bayer Schering Pharma AG, GlaxoSmithKline, Sanofi-aventis, e Smerud Medical Research International.
Fonte primária: Archives of Neurology
referência Fonte: Torkildsen Ø, et al "Omega-3 tratamento ácido graxo na esclerose múltipla: Um estudo randomizado, duplo-cego, placebo-controlado" Arch Neurol 2012; DOI: 10.1001/archneurol.2012.283.

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TUBERCULOSE / ALERTA CONTRA A DOENÇA JAMAIS PODE SER ESQUECIDO

TUBERCULOSE | Sintomas e tratamento
16 DE ABRIL DE 2012 DR. PEDRO PINHEIRO 225 COMENTÁRIO(S)
A tuberculose é uma doença infecciosa e contagiosa causada por uma bactéria, que pode acometer vários órgãos diferentes, sendo a tuberculose pulmonar sua principal forma.

Neste artigo vamos abordar os seguintes pontos sobre a tuberculose:
O que é tuberculose.
Transmissão da tuberculose.
Fatores de risco para tuberculose.
Sintomas da tuberculose.
Tuberculose em outros órgãos além dos pulmões.
Diagnóstico da tuberculose.
Tratamento da tuberculose.
Vacina para tuberculose.
O que é tuberculose?

A tuberculose é uma doença infecciosa causada por uma bactéria chamada de Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como bacilo de Koch, em homenagem a Robert Koch, médico alemão que identificou a bactéria. A doença é muito famosa pelo seu acometimento pulmonar (tuberculose pulmonar), mas poucos sabem que vários outros órgãos do corpo também podem ser infectados pela tuberculose, como pele, rins, linfonodos, ossos, cérebro, etc.

Desde o surgimento da pandemia de HIV/SIDA (AIDS) na década de 80 a infecção por tuberculose voltou a ser uma grande preocupação, já que pacientes imunossuprimidos são muito susceptíveis ao bacilo de Koch.

O Brasil é o 16º país com maior incidência de tuberculose no mundo, porém, ao contrário do que muitas vezes é divulgado, esta incidência tem caído substancialmente nos últimos anos. Em 1999 a incidência era de 51 casos para cada 100.000 habitante. Em 2007 já havia caído para 38 por 100.000. Rio de Janeiro e Amazonas são os estados com o maior número de casos (incríveis 73 por 100.000). Portugal é um dos países da Europa com maior taxa, aproximadamente 32 casos por 100.000. Só como comparação, a Alemanha tem 6 casos por 100.000 habitantes.

Atualmente 1/3 da população mundial está infectada pelo bacilo de Koch. O fato é que apenas 10% das pessoas que entram em contato com a bactéria desenvolvem sintomas de tuberculose. Esta resistência se dá pelo nosso sistema imunológico que é bastante competente em impedir a progressão da doença.

A infecção pelo bacilo de Koch inicia-se sempre pelos pulmões, mas pode se alastrar por todo o corpo. Nem todo mundo vai desenvolver a tuberculose ativa e alguns permanecerão com a bactéria adormecida no organismo, tendo tido ou não sintomas de tuberculose pulmonar. A bactéria pode ficar alojada durante anos em qualquer parte do corpo, como cérebro, meninge, rins, intestinos, coração, linfonodos, ossos, etc., apenas à espera de uma queda no sistema imune para voltar a multiplicar-se.

Resumindo, você pode entrar em contanto com a bactéria da tuberculose e seguir por um dos três caminhos:

– seu sistema imunológico não consegue controlar a bactéria e você desenvolve a doença, apresentando, na maioria dos casos, sintomas de tuberculose pulmonar.
– seu sistema imunológico consegue controlar a bactéria, mas não a elimina do seu corpo, mantendo-a apenas “adormecida” por vários anos. Se houver alguma queda no sistema imune, a bactéria pode voltar a ficar ativa, causando geralmente um dos tipos de tuberculose extrapulmonar. Cerca de 10% dos pacientes com tuberculose latente desenvolverão a doença em algum momento da vida.
– seu sistema imunológico consegue controlar a bactéria e a elimina definitivamente do corpo, fazendo com que você nunca fique doente.

Transmissão da tuberculose

A tuberculose se transmite pelo ar, por contato com secreções respiratórias contaminadas, habitualmente através da tosse. Os pacientes contagiosos são aqueles que apresentam tuberculose pulmonar ou na laringe. Além da tosse, o bacilo da tuberculose pode ser transmitido pelo espirro, pelo cuspe ou até por conversas próximas onde há trocas de perdigotos.

Pacientes com tuberculose extrapulmonar não são capazes de transmitir a bactéria. Por exemplo, um paciente com tuberculose ganglionar pode entrar em contato com outras pessoas que não há risco de contágio. Todavia, se este paciente com tuberculose ganglionar também tiver tuberculose pulmonar ativa, ele pode transmiti-la para outros.

Pacientes com diagnóstico de tuberculose pulmonar ou laríngea devem ficar em isolamento em quartos especiais por pelo menos 15 dias, até que o tratamento consiga eliminar as bactérias das secreções pulmonares. Pacientes com tuberculose extrapulmonar, com exame do escarro negativo, não precisam ficar em isolamento.

Estima-se que uma pessoa infectada com tuberculose pulmonar, se não tratada, pode contaminar outras 15 no intervalo de um ano. De acordo com as estatísticas, destas quinze, apenas uma ou duas desenvolverão sintomas. Atenção: apenas os casos sintomáticos são capazes de transmitir a doença. Se você entrou em contato com o bacilo, mas não desenvolveu a doença, não há risco de transmissão da bactéria para outros.

Fatores de risco para o desenvolvimento da tuberculose

Os indivíduos com as características abaixo são aqueles com maior risco de desenvolver tuberculose após contato com alguém contaminado:

– Idosos.
– Diabéticos (leia: DIABETES MELLITUS | Diagnóstico e sintomas).
– População de rua.
– Alcoólatras (leia: EFEITOS DO ÁLCOOL | Tratamento do alcoolismo).
– Insuficientes renais crônicos (leia: INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA | Sintomas e tratamento).
– Doentes com neoplasias ou sob quimioterapia.
– Transplantados (leia: SAIBA COMO FUNCIONA O TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS).
– Portadores do vírus HIV

A população prisional também é uma das mais susceptíveis a infecção, devido à contínua exposição à bactéria em ambientes fechados.

Sintomas da tuberculose pulmonar

A tuberculose pulmonar é a manifestação mais comum da doença. O quadro típico de tuberculose pulmonar é de febre com suores e calafrios noturnos, dor no peito, tosse com expectoração, por vezes com raias de sangue, perda de apetite, prostração e emagrecimento que chega a 10 ou 15 kg em algumas semanas.

Por ser também uma infecção pulmonar, o quadro pode lembrar o de uma pneumonia (leia: PNEUMONIA | Sintomas e tratamento). Porém, enquanto a pneumonia é uma doença mais aguda, que se desenvolve em horas/dias, a tuberculose é mais lenta, evoluindo em semanas. Alguns pacientes com tuberculose só procuram atendimento médico dois meses depois do início dos sintomas. Deve-se pensar sempre em tuberculose pulmonar naqueles pacientes com quadro de pneumonia arrastada que não melhora com antibióticos comuns.

Sintomas da tuberculose extrapulmonar

A tuberculose em outros órgãos também costuma causar emagrecimento, febre, suores noturnos, prostração, perda do apetite, etc. A diferença é que não há sintomas respiratórios, como a tosse, mas sim sintomas específicos do acometimento de cada órgão. Exemplos:

Sintomas da tuberculose pleural

A tuberculose extrapulmonar mais comum é tuberculose pleural, que como diz o nome, acomete a pleura, membrana que recobre os pulmões. Os sintomas mais comuns (além dos descritos acima) são dor torácica unilateral e falta de ar, causado pelo aparecimento de derrame pleural, mais conhecido com água na pleura (leia: DERRAME PLEURAL | Tratamento, sintomas e causas).

Sintomas da tuberculose ganglionar:

A tuberculose ganglionar é uma manifestação comum nos pacientes soropositivos infectados pelo bacilo de Koch. O quadro típico é de aumento dos linfonodos na região do pescoço. No início, os gânglios têm crescimento lento e são indolores; posteriormente, aumentam de volume e tendem a se agrupar, podendo criar fístulas (comunicações) para a pele. As secreções de um gânglio fistulizado são contagiosas e podem transmitir a tuberculose para outros. Esta é a única situação em que a tuberculose ganglionar pode ser contagiosa.

Tuberculose na coluna vertebral
Sintomas da tuberculose óssea:

A tuberculose óssea costuma envolver a coluna vertebral, causando destruição das vértebras. A tuberculose da coluna também é chamada de “Mal de Pott”. A doença progride lentamente com sintomas de dor leve/moderada nas costas, que piora progressivamente. Conforme a vértebra vai sendo destruída, a medula pode ser acometida causando intensa dor e alterações neurológicas, incluindo até paralisia dos membros.

Tuberculose urinária:

A tuberculose urinária cursa com sintomas semelhantes à infecção urinária (leia: INFECÇÃO URINÁRIA | CISTITE | Sintomas e Tratamento), porém sem resposta aos antibióticos e com urocultura negativa. Se não tratada a tempo, pode levar a deformidades do sistema urinário e insuficiência renal terminal (leia: INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA | Sintomas e tratamento).

Tuberculose cerebral:

É a forma mais grave de tuberculose, podendo evoluir como uma meningite tuberculosa ou com a formação de tuberculomas cerebrais, espécies de tumores no sistema nervoso central (leia: MENINGITE | Sintomas, Transmissão e Vacina).

Ainda existem a tuberculose dos olhos, dos intestinos, da pele, do coração, do peritônio, etc. Falaremos destas em outro momento para não tornar o texto muito mais longo.

Diagnóstico da tuberculose


Tuberculose no ápice do pulmão direito
O diagnóstico da tuberculose pulmonar é feito através da história clínica, da radiografia de tórax e do exame de escarro (catarro). Este último é o exame que identifica a presença do bacilo de Koch.

A presença do bacilo no exame de escarro é o que torna o paciente contagioso. Uma vez que o tratamento tenha sido iniciado, o paciente deixará de ter a bactéria no escarro após 15 dias, em média.

As infecções extrapulmonares, em geral, ocorrem anos depois da infecção pulmonar (ou da contaminação assintomática). O diagnóstico das formas extrapulmonares é habitualmente feito pela biópsia do órgão acometido.

A radiografia de tórax é importante porque pode detectar lesões pulmonares antigas em pacientes que desconhecem o fato de já terem tido tuberculose. Estas lesões, chamadas de “cavernas”, podem se reativar, causando novo quadro de tuberculose pulmonar.

E como saber se você é portador assintomático da bactéria da tuberculose?


Aplicação PPD
 Existe um teste chamado de PPD (derivado de proteína purificada), ou teste da tuberculina, que é feito através da inoculação subcutânea de proteínas de bacilo de Koch morto. Após 48-72h é feita a avaliação do grau de reação do corpo ao material inoculado.

Se o paciente já foi exposto à bactéria, seu organismo possui anticorpos que atacam as proteínas inoculadas na pele.
Em pessoas saudáveis, uma inflamação com o centro endurado maior que 15mm (1,5 cm) é considerado positivo. Em diabéticos, insuficientes renais crônicos ou em profissionais de saúde expostos frequentemente a pessoas infectadas, um resultado maior que 10mm (1 cm) também é considerado positivo. Para pacientes com SIDA (AIDS) ou outra causa de imunossupressão, 5 mm (0,5cm) já é considerado positivo.


PPD positivo

O teste de PPD só fica positivo 12 semanas após a contaminação. Não adianta fazer o PPD apenas alguns dias após o contato com alguém supostamente contagioso. Mesmo que vocÊ tenha sido infectado, O PPD dará resultado negativo.

Doentes com o PPD positivo são candidatos ao tratamento contra tuberculose latente, objetivando impedir uma futura reativação do bacilo.

Tratamento da tuberculose

Os doentes que apresentam sintomas de tuberculose são tratados com um esquema de antibióticos por no mínimo 6 meses. O principal esquema é o chamado RIPE -» Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol por 2 meses + 4 meses de Rifampicina, Isoniazida. Esse coquetel é distribuído gratuitamente pelo governo brasileiro.

O tratamento das formas latentes, isto é, pacientes assintomáticos mas com PPD positivo, como descrito anteriormente, é feito apenas com a Isoniazida, também pelo período de 6 meses.

O grande problema do controle da tuberculose é o abandono antes do final dos 6 meses. Como os sintomas melhoram em pouco tempo e os efeitos colaterais são comuns, muitos pacientes não completam o tempo total de tratamento, favorecendo o surgimento de cepas multirresistentes do bacilo de Koch.

Os pacientes deixam de transmitir tuberculose após aproximadamente 15 dias de tratamento. Porém, podem voltar a ser bacilíferos (transmissores do bacilo) se não completarem o curso de 6 meses de antibióticos.

A tuberculose não tratada leva à sepse grave e morte ( leia: SEPSE / CHOQUE SÉPTICO).

Existe vacina contra tuberculose?

Existe uma vacina chamada de BCG, que faz parte do calendário nacional. É administrada quando criança e serve para prevenir as formas mais graves da doença, como a tuberculose disseminada e a meningite tuberculosa. A vacina apesar de diminuir a incidência da tuberculose pulmonar não a evita por completo. Como é feita a partir de bactérias vivas, não deve ser administrada em imunossuprimidos.

Vérsion en español: TUBERCULOSIS | Síntomas y tratamiento

Autor do artigo
Dr. Pedro Pinheiro – Médico formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 2002. Diploma reconhecido pela Universidade do Porto, Portugal. Título de especialista em Medicina Interna pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em 2005. Título de Nefrologista pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) em 2007. Título de Nefrologista pelo Colégio Português de Nefrologia.
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Posted in: bacilo de koch, bk, infecção, o que tuberculose, pneumologia, tuberculose, tuberculose ganglionar, tuberculose HIV, tuberculose pleural, tuberculose pulmonar, tuberculose sintomas
O MD.Saúde também sugere a leitura de:

DOENÇAS CAUSADAS POR BACTÉRIAS

HANSENÍASE (LEPRA) | Sintomas e tratamento

ANTIBIÓTICOS | Tipos, resistência e indicações

PNEUMONIA | Sintomas e tratamento

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Pedro Galdino
Doutor Pedro,
Quando só sente dor no peito e as vezes expulgação de pequenas quantidades de sangue é sintoma de Tuberculose Pulmonar?

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5 dias ago

Dr. Pedro Pinheiro – MD.Saúde
Expelir sangue nunca é normal. Procure um médico.

Curtir Responder
4 dias ago em resposta a Pedro Galdino

Mônica Hannelise
Prezado Dr. Pedro, pode-se repetir o PPD?
Qual o intervalo de tempo necessário?
Obrigada!

Curtir Responder
2 semanas ago

Dr. Pedro Pinheiro – MD.Saúde
Pode, geralmente após 3 a 4 semanas

Curtir Responder
2 semanas ago em resposta a Mônica Hannelise

Soniavignoli
Quando sente o calar frio noturno em que estagio esta a doença.

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2 semanas ago 1 Curtir
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FIBROMIALGIA = CAMINHADA NÓRDICA…

Caminhada nórdica na fibromialgia: um meio de promover a aptidão que é fácil para os médicos ocupados para recomendar
Kim D Jones
Correspondência: Kim D Jones joneskim@ohsu.edu
Afiliações Autor
Oregon Health & Science University, Mail Código SN-ORD, 3455 SW EUA Veterans Hospital Rd, Portland, OR 97239, EUA
Arthritis Research & Therapy 2011, 13 : 103 doi: 10.1186/ar3225

A versão eletrônica deste artigo é a completa e pode ser encontrada online em: http://arthritis-research.com/content/13/1/103

Publicado em: 16 fev 2011

© 2011 BioMed Central Ltd
Abstrato
Um total de 67 mulheres com fibromialgia foram recrutados para um estudo de exercício e foram randomizados para moderada a alta intensidade de caminhada nórdica (idade de 48 ± 7,8 anos) ou a um grupo controle de engajar-se em caminhada de baixa intensidade supervisionado (idade 50 ± 7,6 ano). Um total de 58 pacientes completaram. Melhora significativamente maior no teste de caminhada de 6 minutos foi encontrada no grupo de caminhada nórdica ( P = 0,009), comparado com o grupo de caminhada de baixa intensidade. Uma diminuição significativamente maior na taxa cardíaca de exercício ( P = 0,020) e pontuações significativamente melhoradas sobre a função Questionário de Impacto fibromialgia Física ( P = 0,027) foram encontrados no grupo marcha nórdica, em comparação com a intensidade de baixa andar grupo. Não entre os grupos foi encontrada diferença para o total Questionário de Impacto da Fibromialgia ou escores de dor. Os autores concluem que o exercício da intensidade moderada a elevada aeróbica por meio de marcha nórdica duas vezes por semana durante 15 semanas foi encontrado para ser um modo possível de exercício, resultando na capacidade funcional melhorada e uma diminuição do nível de limitações de actividade.

Editorial
O estudo caminhada nórdica por Mannerkorpi e colegas [ 1 ] é o mais recente em pesquisa exercício agora ao longo de três décadas. Desde 1988 mais de 90 intervenções de exercício têm sido publicados, testando quase 5.500 pessoas com fibromialgia. Os estudos têm variado muito em termos de freqüência, intensidade, tempo e tipo de exercício. Várias conclusões, no entanto, podem ser extraídas deste conjunto de trabalhos[ 2 , 3 ].

Pessoas com fibromialgia podem desfrutar das mesmas melhorias na força, flexibilidade, capacidade aeróbica e de controle postural, talvez, como podem as pessoas saudáveis. Flares sintomas são comumente exacerbada, porém, pelo exercício que não é modificado para fibromialgia. Especificamente, as atividades aeróbicas que envolvem ciclo rápido, correr, saltar, voltas rápidas e movimentos de dança certos pode resultar em crises de sintomas, como pode o exercício de maior intensidade em comparação com o exercício de baixa intensidade[ 4 , 5 ].

O que é menos claro é como projetar um “começar de baixo e ir devagar” protocolo de exercício aeróbico, que é baseado na comunidade, de baixo custo, e não requer um alto grau de supervisão especializada. Além disso, o exercício deve também proporcionar melhorias significativas de fitness sem induzir um surto sintoma. Idealmente, esta intervenção irá melhorar não só a dor fadiga, humor, sono / angústia e qualidade de vida, mas também. Por último, deve ser fácil para os médicos ocupados para recomendar como uma modalidade específica.

Mannerkorpi e seus colegas podem ter desenvolvido um programa desse tipo na Suécia. Eles randomizados 67 mulheres com fibromialgia para um de 20 minutos, duas vezes por semana, o programa de 15 semanas de qualquer moderada a alta intensidade de caminhada (13 a 15 Esforço nominal percebido) ao ar livre com nórdicos pólos a pé ou caminhadas de baixa intensidade supervisionado ( 9-11 Rated esforço percebido) sem nórdicos pólos a pé. Nórdicos pólos pé ativar os músculos no corpo tronco e superior ao ajudar equilíbrio. Os pólos também permitirá às pessoas aumentar o comprimento do passo e empregam mais rápida marcha.

Como esperado, o grupo cuja caminhada foi suplementado com os pólos a pé demonstraram melhorias significativas em um teste de caminhada de 6 minutos ( P = 0,009) e da fibromialgia Questionário de Impacto da função física ( P = 0,027) em comparação com o grupo que andou sem pólos. O que era novela era que os ganhos de fitness significativos foram reunidos sem induzir um surto sintoma. Na verdade, ambos os grupos demonstraram reduções clinicamente significativas na dor e fadiga. Caminhada nórdica não, no entanto, produzir maior alívio dos sintomas do que andar de menor intensidade.

Então, onde estamos agora? Temos um seguro, a intervenção de base comunitária que irá permitir que as pessoas com fibromialgia para andar ao ar livre sem evitar colinas e aumentando o risco de queda. Pessoas com fibromialgia que andam com pólos caminhadas nórdicas podem experimentar ganhos maiores do que os que andam de fitness sem nórdicos pólos a pé. Os médicos têm uma intervenção específica que pode facilmente recomendo que não requer proximidade com um centro acadêmico especializado com vasta experiência em modificações exercício fibromialgia. Os pacientes têm outra forma de exercício a partir do qual a escolha que irá ajudá-los a recuperar a perda significativa de capacidade aeróbica e reduzir os sintomas da fibromialgia.

Os efeitos fisiológicos do exercício mais intenso na fibromialgia estão sendo estudados em um esforço para entender melhor e gerenciar crises induzidas pelo exercício de sintomas [ 6 ]. De interesse específico para um programa de exercícios é como modificar tal exercício que reduz reduzindo a geração de dor periférica do músculo ou pontos-gatilho miofasciais no músculo. Especificamente, o meio de pontos de gatilho miofasciais têm um pH ácido e contêm níveis elevados de bradicinina, peptídeo relacionado com o gene da calcitonina, substância P, TNFa, IL-1, serotonina e nor-epinefrina[ 7 ]. Sabe-se ainda que a dor de origem no músculo, incluindo latentes ou activa pontos-gatilho, podem induzir ou aumentar a sensibilização central em ambos os controlos saudáveis ​​e de pessoas com fibromialgia[ 7 , 8 ]. Isto é especialmente verdadeiro se os períodos de descanso adequados não são incorporados exercício mais intenso em pessoas com fibromialgia[ 9 ].

O que resta para que os médicos compreendam? Raramente pode exercer sozinho controlar adequadamente os sintomas da fibromialgia, especialmente da dor. O acesso a uma combinação de fibromialgia específicos analgésicos e exercício modificado são necessárias para maximizar a funcionalidade e gestão sintoma[ 10 ]. Até os mecanismos alterados centrais e periféricos na fibromialgia pode mais plenamente compreendida e mitigados, o exercício vai continuar a precisar de ser modificado para pessoas com fibromialgia. Caminhada nórdica, como testado por Mannerkorpi e colegas, representa tal modificação e oferece aos pacientes um meio seguro e eficaz de recuperar a funcionalidade e aptidão física.

Abreviaturas
IL: interleucina; TNF: fator de necrose tumoral.

Conflito de interesses
O autor declara que não tem interesses conflitantes.

Referências

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Dia mundial da saúde =

DIA MUNDIAL DA SAÚDE
CAMPANHA NACIONAL DE APOIO A PROJETO DE LEI DE INICIATIVA POPULAR
MOVIMENTO NACIONAL EM DEFESA DA SAÚDE PÚBLICA

Comemora-se em abril, em todo o planeta, o Dia Mundial da Saúde, para lembrar a data de fundação da Organização Mundial da Saúde, ocorrida em 7 de abril de 1948.

No Brasil, a comemoração terá significado especial e a data será lembrada com manifestações em defesa da Saúde Pública e do Sistema Único de Saúde, o SUS.

O SUS é uma conquista do povo brasileiro e resultou da luta pela redemocratização do Brasil e pela recuperação e garantia de direitos essenciais, entre eles o de serviços de saúde de qualidade para todos os brasileiros. Hoje o SUS é a principal política pública de nosso país. É exemplo e modelo para países que, mesmo sendo ricos, não oferecem a seus povos as mesmas garantias de direito à saúde que temos no Brasil.

Vinte e quatro anos após sua criação, na Constituição Federal de 1988, o SUS ainda enfrenta grandes e ameaçadores desafios. Um deles é o de seu financiamento. Um serviço destinado a atender a todos os brasileiros e a garantir todos os procedimentos necessários para a prevenção da doença, a promoção e a recuperação da saúde, tem custos elevados que devem ser financiados por recursos governamentais.

Para definir o financiamento do SUS, o Congresso Nacional aprovou a Emenda Constitucional 29, em dezembro de 2011. Lamentavelmente a Emenda não considerou as reais necessidades de sustentação financeira do SUS e ignorou as indicações aprovadas na Décima Quarta Conferência Nacional de Saúde, realizada em dezembro de 2011, em Brasília. Os delegados de todo o Brasil presentes à Conferência deliberaram por unanimidade que caberia ao Governo Federal destinar dez por cento de suas receitas tributárias ao financiamento do SUS, montante a ser complementado com recursos dos estados e dos municípios.

Para recuperar essa deliberação, o Conselho Nacional de Saúde lançou campanha nacional de coleta de assinaturas de apoio para a apresentação de Projeto de Lei de Iniciativa Popular.

Por iniciativa do Conselho Municipal de Saúde e de entidades representativas da sociedade civil, Ribeirão Preto vai comemorar o Dia Mundial da Saúde no dia 14 de abril, sábado, com uma concentração em frente à Secretaria Municipal da Saúde, à rua Prudente de Moraes, 457, às 9:30 h da manhã, seguida de caminhada até a Esplanada do Teatro Pedro II, quando será lançado o Movimento em Defesa da Saúde Pública, com coleta de assinaturas de apoio ao Projeto de Lei de Iniciativa Popular.

Todos estão convidados! Junte-se à Pastoral da Saúde, ao Conselho Municipal de Saúde, Entidades Estudantis, Movimento Popular em Defesa do SUS, Entidades de Defesa de Portadores de Doenças Crônicas, e todos os que queiram preservar esse importante patrimônio brasileiro, o SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE.

Ribeirão Preto, 9 de abril de 2012

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Dores na coluna=Mecanotransdução …

DOMINGO, 18 DE MARÇO DE 2012

MECANOTRANSDUÇÃO, CONTROLE DE POLARIDADE CELULAR E AS DORES NA COLUNA

Os excelentes resultados da cirurgia da coluna estão muito bem estabelecidos nos casos das fraturas, dos tumores, das deformidades, mas nos casos de doenças degenerativas, os resultados cirúrgicos são mais dependentes de efeitos placebo, da história natural e do efeito Hawthorne que do ato cirúrgico em si. É por isso que hoje se tratam com muito cuidado os casos de dores na coluna, sem o recurso aos métodos físicos, sejam eles cirúrgicos ou manuais.

O processo inflamatório é um evento central na manutenção das dores da coluna vertebral. Neste processo, ocorre uma fina orquestração bioquímica e biofísica que vai muito além dos nossos conhecimentos superficiais que nos tem lavado a prática de terapêuticas como medicamentos inespecíficos e cirurgias de resultado incerto.

É neste ambiente de repensar que estamos vendo a gradativa diminuição das indicações cirúrgicas nas degenerações da coluna, e a queda gradual de técnicas inovadoras, que se apoiavam em uma lógica sistemática, mas reprovadas pela prova dos fatos reais. A Medicina séria está dando uma resposta enérgica aos avanços do invencionismo de setores da indústria, que tem dado prova repetida de uma certa precocidade na disponibilização de tecnologias que, muitas vezes, trazem mais problemas que soluções reais.

Fica claro que teremos que retomar caminhos mais científicos e mais deterministas das causas reais dos problemas. Iremos, necessariamente, partir nos rumos da mecanotransdução, dos estudo de características moleculares e de outros mais. Esta tem sido a tendência que temos visto nos laboratórios e centros de referência na Europa e que ainda não estão presentes em nosso meio, tal como pudemos ver pelo nível baixo de conhecimento destes assuntos por nossos colegas cirurgiões no Congresso de Cirurgia Espinhal que acabou ontem, em São Paulo.
Postado por Centro Médico da Coluna Vertebral às 21:52 0 comentários

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Hérnia de disco= novo método facilita a regressão biológica…

TERÇA-FEIRA, 10 DE JANEIRO DE 2012

NOVO MÉTODO FACILITA A REGRESSÃO BIOLÓGICA DA HÉRNIA DE DISCO SEM CIRURGIA

Os tratamentos das hérnias de disco deram um novo passo com o desenvolvimento das novas técnicas intervencionistas e mini-invasivas, evitando a necessidade de longos e inúteis tratamentos com fisioterapias muitas vezes causadores de agravamento de casos simples e evitando em uma grande parte o recurso às cirurgias convencionais, que mesmo que pudessem trazer um alívio certo, não estavam isentas de riscos de diversas ordens.

Uma das técnicas disponíveis em nosso serviço especializado é a NEUROPORAÇÃO, que tem aliviado de forma rápida as dores e disfunções nos pacientes com hérnias de disco e que em um estudo feito em nossos pacientes tem, incrivelmente, promovido o desaparecimento das hérnias de disco em pouco tempo, facilitando a sua reabsorção biológica, através de uma modulação imune e controle de componentes de inflamação neurogênica local, causados pela estimulação antidrômica (reflexo axonal) responsável pela produção local de substância P, degranulação mastocitária, produção de histamina, etc.

Leia a entrevista abaixo e entenda um pouco mais sobre a Neuroporação…

Por que a hérnia de disco é um problema importante?

Ter uma hérnia de disco costuma ser sinônimo de fortes dores e de grande sofrimento. Vários pacientes fazem meses de fisioterapias inúteis, usam grande quantidade de remédios perigosos e são submetidos a cirurgias complicadas, mas não conseguem uma resposta ideal. Na prática, a hérnia de disco, mesmo sendo comum, habitualmente não é tratada de forma rápida, eficaz e segura.

O que se sabe de novo sobre este problema?

Nos últimos anos, descobriu-se que a principal causa das dores na hérnia de disco não é a compressão produzida sobre os nervos, mas a presença de uma reação imunológica e inflamatória regional. Isto mudou radicalmente a visão que a medicina tinha da hérnia de disco.

Qual a importância desta nova visão?

Estamos chegando ao fim da era das grandes cirurgias que visavam retirar a hérnia, e ao fim de métodos arcaicos de tratamentos que manipulavam, esticavam e tracionavam as pessoas em aparelhagens medievais. Afinal, sabemos agora que o problema é primordialmente imuno-químico e a solução, também, deve ser imuno-química!

Quais as novidades nos tratamentos para as hérnias de disco e para dores da coluna?

Houve um grande avanço no campo da farmacologia, onde descobrimos medicamentos mais eficazes para os tratamentos das inflamações e das dores da coluna. Além disso, houve um grande desenvolvimento das tecnologias de imagem de precisão, o que permitiu o surgimento de técnicas de imagens intervencionistas, onde são aplicadas substâncias diretamente no foco do problema, com rápida resolução da sintomatologia.

O que é Neuroporação?

É uma técnica intervencionista especialmente aplicável nas hérnias de disco e dores da coluna. A Neuroporação é uma forma de aumentar a permeabilidade da membrana celular de um nervo a medicamentos e a líquidos fisiológicos, com o objetivo de controlar diretamente a inflamação e a dor.

Em que situações a Neuroporação é indicada?

A Neuroporação é realizada quando se determina, através de um protocolo médico especialmente desenvolvido, a localização precisa de uma inflamação em nervos. Isto ocorre na maioria das dores crônicas lombares, torácicas e cervicais, nas espondilolisteses, nas escolioses, nas fraturas osteoporóticas, nas degenerações da coluna e nas hérnias de disco.

Na prática, como é feita a Neuroporação?

A Neuroporação é realizada em uma única sessão, onde, guiado por imagens computadorizadas de tomografia ou radioscopia, posiciona-se, com precisão milimétrica, uma fina agulha especial (quase tão fina como uma de acupuntura) sobre o nervo-alvo, aplicando um campo magnético ou um indutor químico, e introduzindo uma concentração ideal de medicamentos especialmente usados para controle inflamatório.

Quais as vantagens da Neuroporação?

É um procedimento médico realizado em um único tempo que alivia a dor de forma rápida e promove um controle mantido. Outra vantagem é que, nos casos das hérnias de disco, evita cirurgias em mais de 95% das vezes, além de ser um método sem cortes, feito com leve sedação ou anestesia local e em regime ambulatorial ou de hospital-dia.
Qual a sua experiência com este método?
Uso este método diariamente e já tenho mais de 3500 casos tratados com um sucesso. Nossos resultados positivos chegam a mais de 90%, o que representa um grande avanço comparado às técnicas comumente usadas, cujos sucessos chegam a não mais que 75% dos casos.
Qual a sua impressão final sobre este método?
Creio que este método represente um grande avanço no tratamento das hérnias de disco, dores e degenerações da coluna. Agora, conseguiremos o alívio imediato, impossível com remédios orais e terapias físicas, e a praticidade e segurança, impossíveis com as cirurgias.



Dr Henrique Da Mota, MD, AFSA
Médico Especialista Diplomado pela Université de Lyon
Membro da Société Française de Chirurgie Orthopédique
Medicina Intervencionista Ortopédica e Cirurgia da Coluna Vertebral

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