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O que é tuberculose ganglionar

O que é tuberculose ganglionar

Existem dois tipos de tuberculose, a pulmonar (mais comum) e a extrapulmonar, que ocorre quando a infecção acomete outros órgãos que não o pulmão. A ganglionar, que Simaria teve, é uma deste tipo e acomete os gânglios linfáticos.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, a tuberculose pulmonar é um grave problema de saúde pública ocasionando 70 mil casos novos e cerca de 4,5 mil mortes todos os anos no Brasil. Sua transmissão ocorre através das vias aéreas. Ao falar, espirrar e principalmente tossir, a pessoa com tuberculose lança ao ar partículas em forma de aerossóis que contêm os bacilos da doença que podem contaminar outras pessoas ou mesmo migrar para outros órgãos, agravando o estado de saúde do paciente.

pneumonia sintomas tosse 116 400x800© LittleBee80/iStock pneumonia sintomas tosse 116 400×800

Já a tuberculose extrapulmonar geralmente não é contagiosa e possui características distintas. A principal é que não produz os sintomas clássicos da tuberculose, como tosse ou febre alta.

No entanto, ambas necessitam tratamento rápido e agressivo, já que são potencialmente fatais.

Diagnóstico é difícil

Diferentemente do que acontece com a tuberculose pulmonar, não há um teste específico capaz de identificar o problema. Segundo um informe da Universidade Yale e do hospital Saint Raphael, ambos nos Estados Unidos, isso exige dos médicos um nível de conhecimento maior sobre a vida dos seus pacientes, uma vez que será necessário investigar e identificar a doença sem o auxílio de um exame comprobatório.

Além do mais, outra dificuldade de diagnosticar a tuberculose ganglionar está relaciona à similaridade dos sintomas com outras condições comuns, o que pode causar atraso na confirmação do diagnóstico e tratamento.

Outra questão, ressaltada pelo Departamento de Medicina Interna do Centro Médico Nacional de Seul, na Coreia do Sul, é o alto risco de um resultado falso-negativo nos exames de sangue, o que atrasa ainda mais o diagnóstico, já que é necessária a refação do teste.

Imunidade baixa é um fator de risco

paciente hospitalizado 400x800 0117 2© wandee007/shutterstock paciente hospitalizado 400×800 0117 2

A infecção está bastante relacionada à imunidade baixa e, por isso, é frequente em pacientes com HIV/AIDS.

O grupo de risco, entretanto, é maior. De acordo com Yale, pessoas com pouca idade, mulheres e indivíduos de origem asiática e africana também correm maior risco de adquirir a forma extrapulmonar da doença.

Sintomas

Além dos sinais identificados por Simaria, o paciente com esta doença pode notar inchaço em local específico do corpo, fortes dores de cabeça, mobilidade reduzida e até confusão mental, dependendo do órgão atingido pela tuberculose.

Tratamento

antibiotico perigo 400x800 0817© songk/Shutterstock antibiotico perigo 400×800 0817

Apesar de assustar, a tuberculose tem cura e tratamento que dura no mínimo seis meses e é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

É necessário obedecer aos princípios básicos da terapia medicamentosa que consistem na ingestão diária dos medicamentos da tuberculose sob a supervisão de um profissional da equipe de saúde.

Já nas primeiras semanas, o paciente se sente muito melhor e, por isso, ele precisa da orientação médica de que o tratamento deve ser realizado até o final independente da amenização dos sintomas.

 

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Novo estudo conclui que suplementos com ácidos graxos ômega-3 são ineficazes no tratamento da doença ocular seca

FILADÉLFIA – Mais de 16 milhões de americanos sofrem de olho seco, uma condição freqüentemente crônica que causa queimação, coceira ou sensação de ardor no olho, bem como visão prejudicada. Durante anos, os pacientes e seus oftalmologistas se voltaram para os ácidos graxos ômega-3 comumente encontrados em suplementos derivados de peixes como tratamento para a doença. Achados de um novo ensaio clínico randomizado, agora mostram que os suplementos de ômega-3 não são mais eficazes do que o placebo no alívio dos sintomas do olho seco. Os resultados são publicados hoje no New England Journal of Medicine e apresentados na Reunião Anual da Sociedade Americana de Catarata e Cirurgia Refrativa em Washington, DC

estudo DREAM , com duração de três anos e 27 centros , foi conduzido por pesquisadores da Escola de Medicina Perelman, da Universidade da Pensilvânia, e da Escola de Medicina Icahn, em Mount Sinai, com outros 25 locais localizados em universidades e consultórios particulares nos Estados Unidos. Os dados do estudo revelaram que mesmo a dose mais alta de suplementos de ômega-3 já testados não melhorou os resultados para os participantes.

“Nossas descobertas fornecem evidências de que, ao contrário de uma longa crença na comunidade oftálmica, os suplementos de ômega-3 não são significativamente melhores do que um placebo na redução dos sintomas de olho seco”, disse Maureen Maguire, PhD , professor de oftalmologia da Penn Medicine e o investigador principal do Centro de Coordenação do estudo. “Muitos pacientes que receberam suplementos de ômega-3 tiveram melhora substancial em seus sintomas, mas assim como muitos pacientes que receberam placebo tiveram melhorias”.

Os pesquisadores registraram um total de 535 participantes com pelo menos seis meses de história de olho seco moderado a grave. Os participantes foram aleatoriamente designados para receber uma dose diária de um suplemento de ômega-3 ou um placebo de azeite. Cada dose de ômega-3 continha 2.000 miligramas de EPA e 1.000 miligramas de DHA. Cada dose de placebo continha 5 gramas, ou aproximadamente uma colher de chá de azeite. Um total de 349 participantes recebeu doses diárias de ácidos graxos ômega-3 derivados de peixes e 186 participantes receberam uma dose diária de azeite. As doses foram entregues em cápsulas idênticas e nem os pacientes nem os seus oftalmologistas sabiam em qual grupo de tratamento eles estavam.

Após 12 meses, os pesquisadores descobriram que os sintomas dos participantes melhoraram substancialmente em ambos os grupos, mas não houve diferença significativa no grau de melhora dos sintomas entre os grupos. No geral, 61 por cento das pessoas no grupo ômega-3 e 54 por cento das pessoas no grupo controle alcançaram pelo menos uma melhoria de 10 pontos em seu escore de sintomas, mas a diferença entre os grupos não foi estatisticamente significativa.

“Ficamos surpresos que os suplementos de ômega-3 não tiveram nenhum efeito benéfico”, disse Vatinee Y. Bunya, MD , professor assistente de Oftalmologia na Penn Medicine, e co-diretor do Centro de Superfície Ocular e Ocular da Penn Dry , que serviu como investigador principal do centro clínico em Penn. “Os resultados são significativos e podem mudar a forma como muitos oftalmologistas e optometristas tratam seus pacientes”.

Financiamento para o estudo foi fornecido pelo NEI (U10EY022879 e U10EY022881) no NIH.

Para mais detalhes sobre este estudo, consulte o comunicado de imprensa do National Eye Institute.

 

A Penn Medicine é um dos principais centros médicos acad

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Anvisa aprova novos medicamentos para tratamento de psoríase e artrite psoriásica

Anvisa aprova novos medicamentos para tratamento de psoríase e artrite psoriásica

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou[1] em 26 de março dois novos medicamentos para tratamento de psoríase em placas e artrite psoriática em adultos, o guselcumabe e o apremilaste. O guselcumabe é um medicamento biológico indicado para tratar psoríase em placas em estágios de moderados a graves. Já o apremilaste é um sintético que também trata psoríase crônica em placas em estágios de moderados a graves, mas é indicado para pacientes que não responderam a outras terapias sistêmicas ou fototerapia, ou que são intolerantes aos medicamentos tradicionais. Além disso, o apremilaste está indicado para o tratamento da artrite psoriática ativa naqueles que não tiveram boa resposta aos antirreumáticos.

A psoríase em placas é o tipo mais comum da doença. Os outros são: ungueal, invertida, gutata, entre outros. O grau dela é calculado pelo Índice de Gravidade da Psoríase por Área (conhecido também pela sigla em inglês PASI, de Psoriasis Area Severity Index). De acordo com o Dr. Caio Castro, coordenador da Campanha Nacional de Psoríase da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o critério usado para definir que a psoríase já saiu do grau leve é um escore acima de 10 no PASI. “Analisamos a quantidade de lesões e o tamanho delas. Mede-se desde o couro cabeludo até o pé, e fazemos o cálculo do PASI para definir se psoríase é leve, moderada ou grave”.

O cálculo pode ser feito com uma calculadora online (alternativa em inglês aqui). Para isso, divide-se o corpo em quatro partes: cabeça, tronco, membros superiores e membros inferiores e calcula-se a porcentagem de lesões em relação ao tamanho de cada uma dessas partes. Depois, é avaliada a intensidade de cada tipo de lesão, em uma escala de 0 a 4. São avaliados o eritema, a induração e a descamação.

“Quanto mais pontos ganhar de cada um dos itens, mais severa é a psoríase. Quanto maior a área, o eritema, a descamação, maior será o PASI que define a severidade da doença”, esclarece o Dr. Castro.

Guselcumabe

De acordo com o estudo publicado no Journal of the American Academy of Dermatology[2], o guselcumabe é um anticorpo monoclonal IgG1 humano que se liga seletivamente à citocina pró-inflamatória IL-23, agente central na imunopatogênese da psoríase. Ao se associar com a interleucina 23, o anticorpo em questão impede a ligação desta última ao seu receptor e, consequentemente, impede as sinalizações subsequentes. Com isso, o estudo concluiu que o medicamento é altamente efetivo e bem tolerado inclusive para pacientes que não respondem ao adalimumabe.

O Dr. Castro explica que, por mais que o medicamento seja indicado para tratamento das condições de moderadas a graves, ele também pode ser indicado para os pacientes que não responderam bem às medicações convencionais, como ciclosporina, acitretina e metotrexato, bem como à fototerapia.

“Um paciente que tem um problema hepático grave e não pode usar o metotrexato, por exemplo, tem como alternativa o medicamento biológico (guselcumabe). Ele atende àqueles que não tiveram boa resposta às medicações convencionais, têm intolerâncias ou contraindicações”, explica.

O especialista explica que, não fosse pelo custo, o guselcumabe seria o medicamento de escolha para o tratamento de psoríase. “Se fosse bem próximo ou apenas um pouco superior aos convencionais, sem dúvida o guselcumabe seria primeira-linha. Para o paciente, ele é muito melhor do que medicação oral diária, já que o guselcumabe é administrado por meio de injeções periódicas, tem resposta muito melhor e muito menos efeitos colaterais”.

A dose indicada é de 100 mg por via subcutânea na semana 0, na semana 4 e a cada oito semanas[3]. O guselcumabe é produzido pela farmacêuticaJanssen-Cilag, e está registrado com o nome de Tremfya.

Apremilaste

O apremilaste é um medicamento oral que se enquadra na classe dos inibidores da fosfodiesterase 4 (PDE4). A PDE4 é uma enzima importante no processo inflamatório, pois é a principal responsável pela hidrólise e pela degradação do monofosfato cíclico de adenosina (cAMP). O aumento na concentração do cAMP leva a uma diminuição na produção de citocinas pró-inflamatórias, como TNF-α , IL-23 e IFN -γ,  além de propiciar aumento na produção de mediadores anti-inflamatórios, como o IL-10. De acordo com estudos[4,5], a inibição da PED4 pode modular diversas vias inflamatórias no corpo, uma vez que interrompe a cascata inflamatória no início, diferentemente de outros agentes biológicos, que atuam isoladamente em um único marcador pró-inflamatório, como o TNF-α.

Os estudos que mostraram a eficácia do apremilaste para artrite psoriática, condição que atinge de 6% a 39% dos pacientes com psoríase, analisaram a eficácia e a segurança da molécula em 1493 pacientes divididos em três estudos de fase 3[6,7]. Os resultados, comparados com placebo, foram satisfatórios: o medicamento apresentou melhora clínica na artrite psoriática por até 52 semanas, incluindo sinais e sintomas, e função física[8].

O aprelimaste também se mostrou efetivo e foi aprovado para tratamento de psoríase em placas. Os estudos de fase 2 ESTEEM 1 2 com 1257 pacientes[9]mostraram que o medicamento reduz a gravidade da psoríase ungueal e do couro cabeludo.

A gravidade dos efeitos colaterais relatados nos estudos clínicos foi de leve a moderada. Cefaleia, diarreia, infecções no trato respiratório superior e náusea foram os eventos adversos mais comuns.

Aprovado para comercialização em comprimidos revestidos com concentração de 10 mg, 20 mg e 30 mg[1], Dr. Castro explica que o apremilaste também é considerado uma alternativa aos medicamentos tradicionais, mas que isso só será amplamente aceito caso o custo não seja mais alto do que o das medicações convencionais.

Fabricado pela farmacêutica Celgene, o apremilaste será comercializado com o nome de Otezla.

Incorporações

Até o momento não há informações sobre a incorporação dos medicamentos aprovados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (CONITEC) no Sistema Único de Saúde (SUS). Pelo fato de a aprovação pela Anvisa ser recente, até o momento os preços dos medicamentos também não foram definidos pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

Referências

  1. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Anvisa. Notícias: Aprovados novos medicamentos para psoríase. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br/noticias
  2. Efficacy and safety of guselkumab, an anti-interleukin-23 monoclonal antibody, compared with adalimumab for the treatment of patients with moderate to severe psoriasis with randomized withdrawal and retreatment: Results from the phase III, double-blind, placebo- and active comparator–controlled VOYAGE 2 trial. Disponível em: http://www.jaad.org/article/S0190-9622(16)31158-6/abstract
  3. Guselkumab (Rx). Disponível em: https://reference.medscape.com/drug/tremfya-guselkumab-1000164
  4. Eric Ocheretyaner Tina Zerilli. Apremilast (Otezla): A New Oral Treatment for Adults With Psoriasis and Psoriatic Arthritis. PubMed Central (PMC). Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4517531/
  5. Efficacy and Safety Study of Apremilast to Treat Active Psoriatic Arthritis – Full Text View – ClinicalTrials.gov. Disponível em: https://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT01172938?term=PALACE%2C+Apremilast&rank=4
  6. PALACE 2: Efficacy and Safety Study of Apremilast to Treat Active Psoriatic Arthritis – Full Text View – ClinicalTrials.gov. Disponível em: https://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT01212757?term=PALACE%2C+Apremilast&rank=2
  7. PALACE 3: Efficacy and Safety Study of Apremilast to Treat Active Psoriatic Arthritis – Full Text View – ClinicalTrials.gov. Disponível em: https://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT01212770?term=PALACE%2C+Apremilast&rank=1
  8. A Phase III, Randomized, Controlled Trial of Apremilast in Patients with Psoriatic Arthritis: Results of the PALACE 2 Trial. – PubMed – NCBI. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27422893
  9. Apremilast, an oral phosphodiesterase 4 inhibitor, in patients with difficult-to-treat nail and scalp psoriasis: Results of 2 phase III randomized,… – PubMed – NCBI. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26549249

Fonte: https://portugues.medscape.com/verartigo/6502234#vp_2

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ESCLEROSE SISTÊMICA, ESTA DESCONHECIDA

ESCLEROSE SISTÊMICA, ESTA DESCONHECIDA

A esclerose sistêmica ou esclerodermia é uma doença do tecido conjuntivo de causa desconhecida (idiopática) que se caracteriza por intensa produção de fibrose em variados órgãos do corpo, entre eles a pele. Raramente acontece na infância, sendo mais frequente na quinta e sexta décadas de vida. As mulheres são mais acometidas que os homens.

A falta de um teste totalmente específico para o diagnóstico e a relativa raridade da doença impedem que estudos estatísticos mais esclarecedores sejam realizados. Hoje em dia os critérios que o médico utiliza para definir a presença de esclerose sistêmica, apesar de terem alto grau de sensibilidade e especificidade, ainda deixam escapar do diagnóstico muitos casos em que a doença se manifesta de forma branda ou atípica. Tem-se observado uma relação entre a exposição a agentes ambientais diversos, como por exemplo à sílica (trabalhadores em mineração), e o desenvolvimento de condições similares à esclerodermia.

A busca da causa e do entendimento do mecanismo da doença tem ocorrido através de estudos em cima desta relação, além dos que visam associar também alterações no sistema imunológico dos pacientes.
Em linhas gerais, o mecanismo de funcionamento da doença é entendido através de uma alteração disseminada dos microvasos do corpo que levaria a um processo de fibrose intensa e desregulada, acometendo vísceras e levando às manifestações expressas clinicamente. O que tem-se acrescentado a esta sequência em estudos mais recentes é o fato de o sistema imunológico estar envolvido no processo como um fator desencadeador das alterações vasculares, da fibrose ou mesmo de ambos.

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
A esclerose sistêmica pode ser classificada de acordo com o grau de extensão do espessamento da pele. Pacientes com um espessamento rapidamente progressivo e disseminado, afetando o tronco e as extremidades (proximais e distais), têm a sua doença classificada como difusa e apresentam alto risco de desenvolverem precocemente problemas viscerais em coração, rim e pulmões principalmente. Já os que possuem a doença limitada caracterizam-se pelo acometimento apenas das extremidades dos dedos e a face, podendo ter um intervalo de uma ou mais décadas até o surgimento de alterações viscerais características. A esclerose sistêmica limitada pode muitas vezes ser chamada de síndrome CREST por apresentar as alterações que compõem a sigla: Calcinose, fenômeno de Raynaud, dismotilidade esofágica, esclerodactilia e telangiectasias.

Fenômeno de Raynaud. A exposição ao frio e o estresse emocional podem induzir ao vasoespasmo causando episódios característicos de cianose nas extremidades dos dedos – a pele vai ficando azulada. A falta de aporte sanguíneo leva a um infarto (morte) dos tecidos e isto se manifesta através de escaras ou mesmo gangrena. Na doença limitada, o fenômeno é quase sempre presente, geralmente antecedendo por anos ou décadas as outras evidências da esclerose no paciente. O mesmo não se diz quanto à doença difusa, que apresenta o fenômeno inicialmente em 75% dos casos.

Pele. O inchaço (edema) bilateral e simétrico dos dedos, mãos e às vezes dos pés é frequentemente uma manifestação precoce. Com o tempo este edema vai endurecendo e tornando a pele espessa e sem elasticidade. As dobras e rugas que o paciente costumava ter normalmente desaparecem e a pele admire um aspecto brilhoso acompanhado também de hipo- ou hiperpigmentação. No subtipo difuso tal manifestação se alastra rapidamente em uma direção central, atingindo, no intervalo de meses, os braços, a face, o tórax e o abdômen. No entanto, há situações em que se observa uma certa regressão no endurecimento da pele ao longo de anos, iniciando curiosamente pelas regiões acometidas por último.

Enquanto isso, pacientes com o subtipo limitado ficam com as alterações da pele restritas mais aos dedos e mãos, podendo em alguns casos apresentarem acometimento dos antebraços e face. O surgimento de telangiectasias (dilatação de pequenos vasos superficiais) nos dedos, lábios e língua é mais uma alteração presente na pele e mucosas, refletindo o dano sofrido pelo sistema circulatório periférico. Entretanto, esta é uma manifestação tardia da doença, assim como é, também, a calcinose subcutânea, característica do subtipo limitado. São calcificações que podem variar desde pequenos pontos de depósito até grandes massas ulcerativas na pele, melhor diagnosticadas com radiografias.

Articulações, tendões e músculos. Uma manifestação precoce e frequente no subtipo difuso é a dor articular nas grandes e pequenas juntas. Também pode haver acometimento inflamatório de tendões (tendinites) e severas contraturas em flexão. A limitação dos movimentos pode ocasionar atrofia muscular.
Trato gastrointestinal. A hipomotilidade do esôfago é um achado comum a ambos os subtipos. A fraqueza do músculo esofágico e sua incoordenação dificulta a ingestão de alimentos sólidos. Com a perda da função do esfíncter esofágico inferior ocorre um refluxo do conteúdo gástrico causando esofagite péptica (inflamação da mucosa do esôfago). A dor retroesternal em queimadura, conhecida como azia, é um sintoma comum. O intestino delgado também pode ser atingido provocando dor, hipomobilidade intestinal, distensão abdominal, diarréia, má absorção e perda de peso. O comprometimento do intestino grosso pode causar constipação em alguns pacientes.
Pulmões e coração. O processo de fibrose próprio dessa doença atinge também os pulmões, restringindo sua função. Mesmo assim, muitos pacientes não têm queixas de falta de ar (dispnéia). Esse sintoma ocorrerá em um número pequeno de pacientes que apresentam hipertensão da artéria pulmonar. O envolvimento do músculo cardíaco não é comum e restringe-se ao subtipo difuso. No entanto, há uma alta taxa de mortalidade quando ocorre prejuízo da função cardíaca.

Rins. A “crise renal da esclerodermia” geralmente acontece nas fases iniciais da esclerose difusa, quando há intenso comprometimento cutâneo. O paciente desenvolve hipertensão arterial maligna e insuficiência renal aguda. No passado, era a maior causa de mortes em pacientes com esclerodermia, mas isso foi superado com o diagnóstico precoce e tratamento da hipertensão com drogas como os inibidores da enzima de conversão do angiotensinogênio (ECA).

ACHADOS LABORATORIAIS
Não há achados específicos nos exames laboratoriais de rotina. Algumas das alterações possíveis são leve aumento da hemossedimentação, anemia, hipergamaglobulinemia moderada (aumento da taxa total de anticorpos), níveis elevados do fator reumatoide e presença de anticorpos anti-nucleares no soro (anti-centrômero e anti-topoisomerase l/scl-70, anti-RNA polimerases, anti-Th/To e outros). A microscopia capilar periungueal pode ser valioso teste nas fases iniciais e para acompanhamento evolutivo. Além disso, exames do esôfago, como manometria e cintilografia, são métodos sensíveis que auxiliam sobremaneira no diagnóstico do comprometimento gastrointestinal da esclerose sistêmica. A tomografia computadorizada de alta resolução auxilia no diagnóstico precoce da fibrose pulmonar, e a ecocardiografia Doppler identifica a maioria dos casos com hipertensão arterial pulmonar.

TRATAMENTO
Não há tratamento curativo para a esclerodermia. No entanto, podem ser utilizadas medidas terapêuticas para as diferentes manifestações dessa doença. Para o fenômeno de Raynaud deve-se evitar a exposição ao frio, vestir roupas protetoras, sobretudo luvas, e suspender o hábito do fumo. Alguns pacientes conseguem modificar seu estilo de vida e mudar-se para climas mais amenos. Os remédios que promovem a vasodilatação são conhecidos como “bloqueadores dos canais de cálcio” (verapamil, diltiazem, nifedipina). O bloqueio ganglionar simpático com agente anestésico pode melhorar as úlceras nas pontas dos dedos e evitar a amputação, mas só é indicado em casos extremos. Na pele e articulações a D-penicilamina pode promover um amolecimento progressivo da pele e melhorar as contraturas articulares, porém muitas vezes às custas de para-efeitos importantes.

A fisioterapia também alivia o comprometimento articular. Quanto ao trato gastrointestinal, a esofagite por refluxo geralmente responde a vigoroso regime com antiácidos e os bloqueadores da histamina são utilizados com eficácia. Também é recomendável a elevação da cabeceira da cama durante o sono. Eventualmente pode ser necessária a dilatação mecânica para as estenoses esofágicas. Quanto ao aumento da flora bacteriana intestinal, a má absorção e perda de peso, recomenda-se tratamento com antimicrobianos de largo espectro tais como a tetraciclina e o metronidazol. Para o coração e pulmão utilizam-se os tratamentos rotineiros para insuficiência cardíaca e arritmias, quando ocorrerem. O uso de corticoides e ciclofosfamida tem variável sucesso nas complicações pulmonares. Micofenolato mofetil é droga que tem sido usada com sucesso para a fibrose pulmonar. Também promissor é o tratamento com um agente monoclonal que se dirige contra o receptor de endotelina nos vasos: pesquisas recentes mostram bons resultados na hipertensão arterial pulmonar. Já para os rins o uso de inibidores da ECA tem significado um grande avanço no tratamento da hipertensão e prevenção da insuficiência renal. Nos pacientes com insuficiência renal crônica há esperança de melhor sobrevida graças à diálise e transplante renal.

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O que é osteoporose e quais seus sintomas, tratamentos e causas

O que é osteoporose e quais seus sintomas, tratamentos e causas

  • Saiba como se prevenir da doença e das fraturas decorrentes dela, assim como as principais formas de diagnosticá-la e tratá-la direito

osteoporose é uma condição mais comum em mulheres acima dos 45 anos que deixa os ossos frágeis e porosos. À medida que vai progredindo com o avançar da idade, a doença aumenta o risco de fraturas, especialmente do quadril, da costela e colo do fêmur.

A estrutura do nosso esqueleto vive em constante renovação. Ganhamos massa óssea até os 20 anos de idade e perdemos com maior velocidade depois dos 40. Dois tipos de células – os osteoclastos e os osteoblastos – estão envolvidos no ciclo de renovação dos ossos. Os osteoclastos promovem a absorção de minerais, eliminando áreas de tecido ósseo e criando umas cavidades.

Os osteoblastos, por sua vez, são encarregados de preencher essas cavidades, produzindo ossos novos. Para isso, usam o cálcio, absorvido com a ajuda da vitamina D. Assim, a cada três meses 10% do esqueleto se renova.

A primeira etapa da degeneração óssea, chamada osteopenia, tem início com o desequilíbrio entre as células de absorção e de regeneração. Ou sejam os osteoclastos passam a agir mais rapidamente, degradando osso com maior velocidade do que os osteoblastos são capazes de repor.

Nas mulheres, esse desequilíbrio desponta a partir dos 35 anos de idade. As mudanças hormonais que acompanham a menopausa interferem de forma decisiva na perda e ganho de massa óssea. Isso porque há uma queda acentuada do estrogênio, hormônio importante na fixação do cálcio no osso. Nesse caso, a doença é classificada como osteoporose pós-menopáusica.

Nos homens, o esqueleto se mantém quase intacto até os 40 anos. Até porque a testosterona barra o desgaste ósseo – e, ao contrário da ala feminina, suas taxas diminuem de pouco em pouco. Entre eles, as fraturas osteoporóticas costumam ocorrer após os 70 anos, embora venha aumentando nos últimos anos o risco de quebrarem um osso já a partir dos 50 anos.

Há ainda a osteoporose secundária – quando a perda de massa óssea tem a ver com outras doenças. Exemplos: problemas renais ou endócrinos, ou com o uso de certos medicamentos.

O tabagismo é outra ameaça, porque o cigarro destrói as células que formam osso. Agora, a verdade é que os principais desencadeadores do problema são carência de cálcio e vitamina D, sedentarismo e predisposição genética.

Sinais e sintomas

– A osteoporose é silenciosa e não apresenta sintomas. Em geral, o problema só é detectado em estado avançado, com a deformação de ossos que provoca dor crônica ou quando aparece uma fratura.

 

Fatores de risco

– Predisposição genética

– Envelhecimento

– Dieta pobre em cálcio

– Sedentarismo

– Abuso de álcool

– Tabagismo

– Menopausa

– Uso abusivo de remédios à base de corticoides

– Diabetes

– Disfunções na tireoide

A prevenção

A ingestão de cálcio é imprescindível para a renovação óssea: o ideal é 1 200 miligramas por dia – o equivalente a quatro porções lácteas. Embora outros alimentos também tenham alto teor de cálcio, como como brócolis e folhas verde-escuras, o nutriente é mais abundante em leite e derivados.

A vitamina D é importante nesse processo. Sem ela, a absorção do mineral fica prejudicada. A recomendação é de 400 e 600 miligramas diários dessa vitaminas. Como poucos alimentos são ricos no nutriente, o banho de sol é a solução – com 15 minutos diários, sem protetor, a vitamina D chega ao intestino e ajuda a incorporar o cálcio.

Exercícios físicos de impacto, que estimulam a formação de massa óssea, também são imprescindíveis. E fora que estimulam o ganho de massa e força muscular, um fator importante na prevenção das quedas.

O diagnóstico

A osteoporose não dá sinais claros de que está se instalando. Portanto, o médico inicia a investigação levando em  conta dados como idade, peso, altura, histórico de fraturas na família, uso de cortisona e hábitos como fumar e beber.

Mas a confirmação da doença costuma vir no resultado da densitometria óssea, teste em geral solicitado a partir dos 45 anos para as mulheres e dos 65 anos para os homens. Já fez alguma vez?

exame é feito por um aparelho de raio X que se move sobre os ossos analisados. A máquina envia a um computador os valores de massa óssea obtidos. Na tela, visualiza-se a coluna lombar e o fêmur, um dos ossos mais propensos a fraturas decorrentes da osteoporose.

Essa avaliação permite ver o osso por dentro e medir sua densidade mineral, prevendo até o risco de fraturas. Comparam-se os valores encontrados com os de uma pessoa normal com o mesmo peso, sexo, altura e idade.

O que é osteoporose e quais seus sintomas, tratamentos e causas

  • Saiba como se prevenir da doença e das fraturas decorrentes dela, assim como as principais formas de diagnosticá-la e tratá-la direito

osteoporose é uma condição mais comum em mulheres acima dos 45 anos que deixa os ossos frágeis e porosos. À medida que vai progredindo com o avançar da idade, a doença aumenta o risco de fraturas, especialmente do quadril, da costela e colo do fêmur.

A estrutura do nosso esqueleto vive em constante renovação. Ganhamos massa óssea até os 20 anos de idade e perdemos com maior velocidade depois dos 40. Dois tipos de células – os osteoclastos e os osteoblastos – estão envolvidos no ciclo de renovação dos ossos. Os osteoclastos promovem a absorção de minerais, eliminando áreas de tecido ósseo e criando umas cavidades.

Os osteoblastos, por sua vez, são encarregados de preencher essas cavidades, produzindo ossos novos. Para isso, usam o cálcio, absorvido com a ajuda da vitamina D. Assim, a cada três meses 10% do esqueleto se renova.

A primeira etapa da degeneração óssea, chamada osteopenia, tem início com o desequilíbrio entre as células de absorção e de regeneração. Ou sejam os osteoclastos passam a agir mais rapidamente, degradando osso com maior velocidade do que os osteoblastos são capazes de repor.

Nas mulheres, esse desequilíbrio desponta a partir dos 35 anos de idade. As mudanças hormonais que acompanham a menopausa interferem de forma decisiva na perda e ganho de massa óssea. Isso porque há uma queda acentuada do estrogênio, hormônio importante na fixação do cálcio no osso. Nesse caso, a doença é classificada como osteoporose pós-menopáusica.

Nos homens, o esqueleto se mantém quase intacto até os 40 anos. Até porque a testosterona barra o desgaste ósseo – e, ao contrário da ala feminina, suas taxas diminuem de pouco em pouco. Entre eles, as fraturas osteoporóticas costumam ocorrer após os 70 anos, embora venha aumentando nos últimos anos o risco de quebrarem um osso já a partir dos 50 anos.

Há ainda a osteoporose secundária – quando a perda de massa óssea tem a ver com outras doenças. Exemplos: problemas renais ou endócrinos, ou com o uso de certos medicamentos.

O tabagismo é outra ameaça, porque o cigarro destrói as células que formam osso. Agora, a verdade é que os principais desencadeadores do problema são carência de cálcio e vitamina D, sedentarismo e predisposição genética.

Sinais e sintomas

– A osteoporose é silenciosa e não apresenta sintomas. Em geral, o problema só é detectado em estado avançado, com a deformação de ossos que provoca dor crônica ou quando aparece uma fratura.

 

Fatores de risco

– Predisposição genética

– Envelhecimento

– Dieta pobre em cálcio

– Sedentarismo

– Abuso de álcool

– Tabagismo

– Menopausa

– Uso abusivo de remédios à base de corticoides

– Diabetes

– Disfunções na tireoide

A prevenção

A ingestão de cálcio é imprescindível para a renovação óssea: o ideal é 1 200 miligramas por dia – o equivalente a quatro porções lácteas. Embora outros alimentos também tenham alto teor de cálcio, como como brócolis e folhas verde-escuras, o nutriente é mais abundante em leite e derivados.

A vitamina D é importante nesse processo. Sem ela, a absorção do mineral fica prejudicada. A recomendação é de 400 e 600 miligramas diários dessa vitaminas. Como poucos alimentos são ricos no nutriente, o banho de sol é a solução – com 15 minutos diários, sem protetor, a vitamina D chega ao intestino e ajuda a incorporar o cálcio.

Exercícios físicos de impacto, que estimulam a formação de massa óssea, também são imprescindíveis. E fora que estimulam o ganho de massa e força muscular, um fator importante na prevenção das quedas.

O diagnóstico

A osteoporose não dá sinais claros de que está se instalando. Portanto, o médico inicia a investigação levando em  conta dados como idade, peso, altura, histórico de fraturas na família, uso de cortisona e hábitos como fumar e beber.

Mas a confirmação da doença costuma vir no resultado da densitometria óssea, teste em geral solicitado a partir dos 45 anos para as mulheres e dos 65 anos para os homens. Já fez alguma vez?

exame é feito por um aparelho de raio X que se move sobre os ossos analisados. A máquina envia a um computador os valores de massa óssea obtidos. Na tela, visualiza-se a coluna lombar e o fêmur, um dos ossos mais propensos a fraturas decorrentes da osteoporose.

Essa avaliação permite ver o osso por dentro e medir sua densidade mineral, prevendo até o risco de fraturas. Comparam-se os valores encontrados com os de uma pessoa normal com o mesmo peso, sexo, altura e idade.

O que é osteoporose e quais seus sintomas, tratamentos e causas

  • Saiba como se prevenir da doença e das fraturas decorrentes dela, assim como as principais formas de diagnosticá-la e tratá-la direito

osteoporose é uma condição mais comum em mulheres acima dos 45 anos que deixa os ossos frágeis e porosos. À medida que vai progredindo com o avançar da idade, a doença aumenta o risco de fraturas, especialmente do quadril, da costela e colo do fêmur.

A estrutura do nosso esqueleto vive em constante renovação. Ganhamos massa óssea até os 20 anos de idade e perdemos com maior velocidade depois dos 40. Dois tipos de células – os osteoclastos e os osteoblastos – estão envolvidos no ciclo de renovação dos ossos. Os osteoclastos promovem a absorção de minerais, eliminando áreas de tecido ósseo e criando umas cavidades.

Os osteoblastos, por sua vez, são encarregados de preencher essas cavidades, produzindo ossos novos. Para isso, usam o cálcio, absorvido com a ajuda da vitamina D. Assim, a cada três meses 10% do esqueleto se renova.

A primeira etapa da degeneração óssea, chamada osteopenia, tem início com o desequilíbrio entre as células de absorção e de regeneração. Ou sejam os osteoclastos passam a agir mais rapidamente, degradando osso com maior velocidade do que os osteoblastos são capazes de repor.

Nas mulheres, esse desequilíbrio desponta a partir dos 35 anos de idade. As mudanças hormonais que acompanham a menopausa interferem de forma decisiva na perda e ganho de massa óssea. Isso porque há uma queda acentuada do estrogênio, hormônio importante na fixação do cálcio no osso. Nesse caso, a doença é classificada como osteoporose pós-menopáusica.

Nos homens, o esqueleto se mantém quase intacto até os 40 anos. Até porque a testosterona barra o desgaste ósseo – e, ao contrário da ala feminina, suas taxas diminuem de pouco em pouco. Entre eles, as fraturas osteoporóticas costumam ocorrer após os 70 anos, embora venha aumentando nos últimos anos o risco de quebrarem um osso já a partir dos 50 anos.

Há ainda a osteoporose secundária – quando a perda de massa óssea tem a ver com outras doenças. Exemplos: problemas renais ou endócrinos, ou com o uso de certos medicamentos.

O tabagismo é outra ameaça, porque o cigarro destrói as células que formam osso. Agora, a verdade é que os principais desencadeadores do problema são carência de cálcio e vitamina D, sedentarismo e predisposição genética.

Sinais e sintomas

– A osteoporose é silenciosa e não apresenta sintomas. Em geral, o problema só é detectado em estado avançado, com a deformação de ossos que provoca dor crônica ou quando aparece uma fratura.

 

Fatores de risco

– Predisposição genética

– Envelhecimento

– Dieta pobre em cálcio

– Sedentarismo

– Abuso de álcool

– Tabagismo

– Menopausa

– Uso abusivo de remédios à base de corticoides

– Diabetes

– Disfunções na tireoide

A prevenção

A ingestão de cálcio é imprescindível para a renovação óssea: o ideal é 1 200 miligramas por dia – o equivalente a quatro porções lácteas. Embora outros alimentos também tenham alto teor de cálcio, como como brócolis e folhas verde-escuras, o nutriente é mais abundante em leite e derivados.

A vitamina D é importante nesse processo. Sem ela, a absorção do mineral fica prejudicada. A recomendação é de 400 e 600 miligramas diários dessa vitaminas. Como poucos alimentos são ricos no nutriente, o banho de sol é a solução – com 15 minutos diários, sem protetor, a vitamina D chega ao intestino e ajuda a incorporar o cálcio.

Exercícios físicos de impacto, que estimulam a formação de massa óssea, também são imprescindíveis. E fora que estimulam o ganho de massa e força muscular, um fator importante na prevenção das quedas.

O diagnóstico

A osteoporose não dá sinais claros de que está se instalando. Portanto, o médico inicia a investigação levando em  conta dados como idade, peso, altura, histórico de fraturas na família, uso de cortisona e hábitos como fumar e beber.

Mas a confirmação da doença costuma vir no resultado da densitometria óssea, teste em geral solicitado a partir dos 45 anos para as mulheres e dos 65 anos para os homens. Já fez alguma vez?

exame é feito por um aparelho de raio X que se move sobre os ossos analisados. A máquina envia a um computador os valores de massa óssea obtidos. Na tela, visualiza-se a coluna lombar e o fêmur, um dos ossos mais propensos a fraturas decorrentes da osteoporose.

Essa avaliação permite ver o osso por dentro e medir sua densidade mineral, prevendo até o risco de fraturas. Comparam-se os valores encontrados com os de uma pessoa normal com o mesmo peso, sexo, altura e idade.

O que é osteoporose e quais seus sintomas, tratamentos e causas

  • Saiba como se prevenir da doença e das fraturas decorrentes dela, assim como as principais formas de diagnosticá-la e tratá-la direito

osteoporose é uma condição mais comum em mulheres acima dos 45 anos que deixa os ossos frágeis e porosos. À medida que vai progredindo com o avançar da idade, a doença aumenta o risco de fraturas, especialmente do quadril, da costela e colo do fêmur.

A estrutura do nosso esqueleto vive em constante renovação. Ganhamos massa óssea até os 20 anos de idade e perdemos com maior velocidade depois dos 40. Dois tipos de células – os osteoclastos e os osteoblastos – estão envolvidos no ciclo de renovação dos ossos. Os osteoclastos promovem a absorção de minerais, eliminando áreas de tecido ósseo e criando umas cavidades.

Os osteoblastos, por sua vez, são encarregados de preencher essas cavidades, produzindo ossos novos. Para isso, usam o cálcio, absorvido com a ajuda da vitamina D. Assim, a cada três meses 10% do esqueleto se renova.

A primeira etapa da degeneração óssea, chamada osteopenia, tem início com o desequilíbrio entre as células de absorção e de regeneração. Ou sejam os osteoclastos passam a agir mais rapidamente, degradando osso com maior velocidade do que os osteoblastos são capazes de repor.

Nas mulheres, esse desequilíbrio desponta a partir dos 35 anos de idade. As mudanças hormonais que acompanham a menopausa interferem de forma decisiva na perda e ganho de massa óssea. Isso porque há uma queda acentuada do estrogênio, hormônio importante na fixação do cálcio no osso. Nesse caso, a doença é classificada como osteoporose pós-menopáusica.

Nos homens, o esqueleto se mantém quase intacto até os 40 anos. Até porque a testosterona barra o desgaste ósseo – e, ao contrário da ala feminina, suas taxas diminuem de pouco em pouco. Entre eles, as fraturas osteoporóticas costumam ocorrer após os 70 anos, embora venha aumentando nos últimos anos o risco de quebrarem um osso já a partir dos 50 anos.

Há ainda a osteoporose secundária – quando a perda de massa óssea tem a ver com outras doenças. Exemplos: problemas renais ou endócrinos, ou com o uso de certos medicamentos.

O tabagismo é outra ameaça, porque o cigarro destrói as células que formam osso. Agora, a verdade é que os principais desencadeadores do problema são carência de cálcio e vitamina D, sedentarismo e predisposição genética.

Sinais e sintomas

– A osteoporose é silenciosa e não apresenta sintomas. Em geral, o problema só é detectado em estado avançado, com a deformação de ossos que provoca dor crônica ou quando aparece uma fratura.

 

Fatores de risco

– Predisposição genética

– Envelhecimento

– Dieta pobre em cálcio

– Sedentarismo

– Abuso de álcool

– Tabagismo

– Menopausa

– Uso abusivo de remédios à base de corticoides

– Diabetes

– Disfunções na tireoide

A prevenção

A ingestão de cálcio é imprescindível para a renovação óssea: o ideal é 1 200 miligramas por dia – o equivalente a quatro porções lácteas. Embora outros alimentos também tenham alto teor de cálcio, como como brócolis e folhas verde-escuras, o nutriente é mais abundante em leite e derivados.

A vitamina D é importante nesse processo. Sem ela, a absorção do mineral fica prejudicada. A recomendação é de 400 e 600 miligramas diários dessa vitaminas. Como poucos alimentos são ricos no nutriente, o banho de sol é a solução – com 15 minutos diários, sem protetor, a vitamina D chega ao intestino e ajuda a incorporar o cálcio.

Exercícios físicos de impacto, que estimulam a formação de massa óssea, também são imprescindíveis. E fora que estimulam o ganho de massa e força muscular, um fator importante na prevenção das quedas.

O diagnóstico

A osteoporose não dá sinais claros de que está se instalando. Portanto, o médico inicia a investigação levando em  conta dados como idade, peso, altura, histórico de fraturas na família, uso de cortisona e hábitos como fumar e beber.

Mas a confirmação da doença costuma vir no resultado da densitometria óssea, teste em geral solicitado a partir dos 45 anos para as mulheres e dos 65 anos para os homens. Já fez alguma vez?

exame é feito por um aparelho de raio X que se move sobre os ossos analisados. A máquina envia a um computador os valores de massa óssea obtidos. Na tela, visualiza-se a coluna lombar e o fêmur, um dos ossos mais propensos a fraturas decorrentes da osteoporose.

Essa avaliação permite ver o osso por dentro e medir sua densidade mineral, prevendo até o risco de fraturas. Comparam-se os valores encontrados com os de uma pessoa normal com o mesmo peso, sexo, altura e idade.

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Matéria Exclusiva: Anvisa Libera Nova Fórmula que Acaba com as Dores Crônicas.

Advertorial

20/01/2018 14h23

Matéria Exclusiva: Anvisa Libera Nova Fórmula que Acaba com as Dores Crônicas.

Pesquisadores descobrem composto DE ALGAS MARINHAS que reequilibra os minerais do organismo, eliminando dores fortes e constantes.

Governo aprova venda no Brasil de composto com Algas Marinhas Calcárias, usando com sucesso em países como Canadá e Japão para o tratamento de doenças crônicas.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Anvisa, testou e aprovou a comercialização no Brasil de uma nova fórmula que devolve a qualidade de vida para pessoas que sofrem com doenças como artrite, artrose, osteoporose e fibromialgia.

Sem efeitos colaterais, o suplemento inédito no país já faz sucesso em vários países no mundo, como Canadá e Japão.

Trata-se de uma fórmula desenvolvida com a Lithothamnion Calcareum, conhecida também por Alga Marinha Calcária ou Alga Vermelha.

Esta espécie de planta aquática possui entre 95% e 99% de seu esqueleto formado por mais de 74 minerais essenciais para o mantenimento da saúde do ser humano.

A descoberta movimentou a comunidade médica e científica, já que os especialistas da área confirmam que doenças que levam às dores crônicas possuem em sua raiz a falta de minerais no organismo.

O novo composto orgânico causou tanto alvoroço entre os cientistas pois a maioria dos suplementos de minerais disponíveis no mercado são ineficazes e causam diversos efeitos colaterais.

A grande vantagem das Algas Marinhas Calcárias está na absorção quase que completa dos minerais pelo organismo, o que não acontece com os suplementos comuns encontrados nas farmácias (geralmente produzidos com minerais inorgânicos, como rochas moídas).

10 Benefícios do suplemento de Algas Marinhas Calcárias

Algas Marinhas Calcárias: 74 minerais orgânicos de alta absorção.

    1. Mais de 74 minerais orgânicos e de completa absorção pelo organismo.
    1. A mineralização adequada do corpo é fundamental para tratar e evitar mais de 200 doenças.
    1. Equilibra naturalmente o organismo, pois incorpora os minerais de maneira fisiológica para manter em ordem a saúde do ser humano.
    1. Oferece alta concentração de cloreto de magnésio, comprovado pela ciência como o mais poderoso anti-inflamatório encontrado na natureza.
    1. O único suplemento de cálcio capaz de aumentar a massa óssea das pessoas que sofrem com osteoporose.
    1. Trata a calcificação indesejada nas articulações, nos casos de artrose.
    1. Reequilibra o PH corporal, eliminando as dores articulares.
    1. Restabelece o todos sistemas orgânicos (imunológico, respiratório, digestivo e cardíaco).
    1. Melhora o sono, a disposição, a memória e a força muscular.
  1. Sem efeitos colaterais.
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Encontrar um terreno comum com artrite pode ajudar pacientes com câncer

De bolsas de chá para tinturas, smoothies para suplementos, não há escassez de produtos que afirmem aumentar o sistema imunológico. Essas soluções, aparentemente simples, fazem parecer que conseguir nosso sistema imunológico em marcha é fácil – mas nada pode estar mais longe da verdade.

Nosso sistema imunológico é incrivelmente complexo. Ele mata uma batalha diária contra potenciais infecções ou outras ameaças, ao mesmo tempo em que atinge um equilíbrio para proteger os tecidos saudáveis ​​do fogo amigável. Muito pouca ação e ameaças à nossa saúde poderiam passar pela rede. Enquanto muita ação pode ver o nosso corpo girar contra si mesmo.

Ambas as situações apresentam desafios únicos para pesquisa. E ao estudar doenças que estão ligadas ao sistema imunológico de maneiras diferentes, os cientistas podem encontrar um terreno comum que acelere o progresso.

Esta abordagem é a base da nossa nova parceria com a Arthritis Research UK. Lançado no ano passado, esta nova e emocionante colaboração é o financiamento de projetos de pesquisa inovadores focados no terreno comum entre artrite e câncer, com a esperança de trazer benefícios para ambas as doenças.

Juntando os pontos

“Nós sabemos que em doenças auto-imunes como a artrite reumatóide, onde o sistema imunológico ataca o corpo, a resposta imune é hiperativa e, portanto, o objetivo é amortecer”, diz o Dr. Stephen Simpson, diretor de pesquisa da Arthritis Research UK.

“Nós também estamos encontrando cada vez mais isso no câncer, uma boa resposta imune pode ter um impacto no crescimento tumoral. Quando isso dá errado, a doença pode progredir.

“Estes são lados opostos da mesma moeda”.

Os especialistas dizem que a evidência que liga câncer e doenças auto-imunes como a artrite reumatóide vem aumentando há algum tempo.

“Em essencialmente todas as condições auto-imunes, um mecanismo fundamental da doença é a inflamação excessivamente agressiva causada pelo sistema imunológico”, diz o professor Adrian Hayday , uma das pistas do projeto do Francis Crick Institute e do King’s College de Londres.

Faz sentido que, se você está aparentemente atingindo os mesmos pontos na resposta imune, há uma chance de que esses dois campos separados possam aprender um do outro

– Dr. Stephen Simpson

“Também foi claro durante anos, tanto dos estudos clínicos quanto da população, que a inflamação imune agressiva também é um importante fator de risco para certos tipos de câncer. O melhor exemplo é provavelmente hepatite, o que pode levar ao câncer de fígado “.

Mas essa não foi a única faísca para inflamar o interesse de ambos os campos.

“Depois que os pacientes com câncer começaram a ser tratados com novos fármacos que desencadeiam com sucesso o sistema imunológico – chamado inibidores do ponto de controle – de repente, vimos que vários deles estavam desenvolvendo doenças auto-imunes como artrite reumatóide ou diabetes tipo 1″, diz Hayday.

“Faz sentido que, se você está aparentemente atingindo os mesmos pontos na resposta imune, há uma chance de que estes dois campos separados possam aprender um do outro”, acrescenta Simpson.

“Aqui temos uma oportunidade real de olhar esses pontos de controle comuns”.

Não só isso, ambos os cientistas são rápidos em destacar outra ponte entre doenças inflamatórias e câncer – crescimento celular não controlado. Entre muitos exemplos de inflamação hiperativa, o crescimento celular implacável é o que leva ao espessamento da pele em pessoas com psoríase. Enquanto no câncer, esse é o processo fundamental que leva a tumores.

“Podemos ver que ambas as camadas estão interligadas”, diz Simpson.

“São áreas ricas para aprender”.

Links que duram

Depois de uma oficina bem sucedida de três dias no ano passado, envolvendo pesquisadores de ambos os lados e defensores de pacientes, três projetos de pesquisa foram financiados e estão em andamento. O primeiro é olhar para as moléculas que controlam o sistema imunológico através da artrite reumatóide e do câncer, com o objetivo de entender melhor como o sistema imunológico responde a ambas as doenças. Isso poderia identificar novas formas de prever quem pode se beneficiar de drogas que afetam o sistema imunológico.

O projeto dois está investigando por que o crescimento celular não regulado nas articulações de pacientes com artrite reumatóide não leva ao câncer, evidenciando a forma como os cânceres se desenvolvem e potencializando novas vias de tratamento para a artrite. O projeto final procura responder a uma longa pergunta sobre como o corpo vê essas doenças.

“Tem havido uma longa idéia de que o câncer pode, de forma fundamental, ser uma ferida que não cura”, diz Hayday.

“Talvez seja também o que é artrite. É uma idéia emocionante ter surgido da oficina “.

Precisamos continuar a derreter os limites que existem entre as disciplinas científicas

– Professor Adrian Hayday

Embora esses projetos tenham financiamento por um ano inicialmente, isso marca o início de colaborações que lançam uma nova onda de pesquisa. E são as portas que isso pode abrir, que Simpson e Hayday estão excitados.

“A pesquisa leva muito tempo”, diz Simpson. “Mas a esperança é que isso encontremos algo que empilha as probabilidades a nosso favor de encontrar um novo tratamento para qualquer doença”.

“Juntando essas comunidades de pesquisa, eu realmente acho que vamos ter uma nova perspectiva sobre como o sistema imune interage com os tecidos”, acrescenta Hayday.

“Precisamos continuar a derreter os limites que existem entre as disciplinas científicas, porque o progresso é motivado por pessoas que fazem perguntas inteligentes.

“Estes vem de pessoas brilhantes falando um com o outro e tendo a coragem de dizer o que provavelmente irá e não funcionará”.

Desde os prêmios do Grand Challenge até a organização de conferências científicas, esta nova parceria é apenas um exemplo das muitas maneiras pelas quais a Cancer Research UK está empenhada em apoiar a pesquisa colaborativa. Não apenas no Reino Unido, mas em todo o mundo.

E com muito para aprender ainda, certamente não será o último.

Justine 

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