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Artrite reumatoide: qualidade de vida é melhor hoje do que há 20 anos

Número de pacientes com deficiência física caiu de 53% para 31% no período

POR MINHA VIDA – PUBLICADO EM 04/12/2013

 Pacientes com artrite reumatoide tem uma maior qualidade de vida hoje do que há 20 anos, sugere uma uma nova pesquisa  podem olhar para a frente para uma melhor qualidade de vida hoje do que há 20 anos, sugere nova pesquisa feita na Universidade de Utrecht, na Holanda. Até 1% da população do mundo luta atualmente com a doença, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O estudo, divulgado online dia 03 de dezembro na revista Arthritis Care & Research, baseia-se um acompanhamento de vários anos comparando mais de 1100 pacientes com artrite reumatoide. Todos foram diagnosticados com a doença em algum momento entre 1990 e 2011, muitas vezes em um grau severo. A maioria dos pacientes (68%) eram mulheres e a amostragem tinha entre 17 e 86 anos. Cada um foi monitorado, afim de os pesquisadores presenciarem o aparecimento de deficiências físicas e mentais relacionadas com a artrite reumatoide três a cinco anos após o diagnóstico inicial. A atividade da doença também foi monitorada para avaliar a sua progressão.

Foi observado que, em 20 anos, houve um declínio acentuado dos diagnósticos de deficiência física, ansiedade e depressão. Por exemplo, cerca de 25% dos pacientes diagnosticados com artrite reumatoide em 1990 sofriam de ansiedade ou depressão após quatro anos de tratamento – em 2011, apenas 12% a 14% dos pacientes têm esses problemas. Enquanto 53% das pessoas diagnosticadas no início do estudo lutou com algum tipo de deficiência física após quatro anos de terapia, esse número caiu para 31% entre os novos pacientes.

Os autores sugerem que esse aumento da qualidade de vida pode ser atribuído a combinação de melhores medicamentos, melhores exercício e terapias de saúde mental, além de um maior esforço dos médicos de incentivar os pacientes a praticar atividade física continuada. Hoje em dia, afirmam os cientistas, além de pesquisas sobre novos medicamentos, os médicos estão voltados principalmente para a análise do paciente individual, de modo a encontrar a terapia mais eficaz para ele.

Nove hábitos para conviver melhor com a doença
A artrite reumatoide é uma doença autoimune, ou seja, anticorpos do próprio corpo reagem contra o organismo, no caso, contra a membrana sinovial – estrutura que compõe as articulações. A doença causa uma inflamação crônica nesses órgãos, que se não for tratada pode causar deformações, principalmente nas mãos, punhos e pés. Ela faz parte do grupo chamado doenças reumáticas, que se caracterizam por enfermidades que acometem nosso sistema motor. As causas da artrite reumatoide são desconhecidas. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, quase um milhão de pessoas são portadoras da doença. A reumatologista Lícia Maria Henrique da Mota, coordenadora da Comissão de Artrite Reumatoide, da Sociedade Brasileira de Reumatologia, explica que, se não for adequadamente tratada, a artrite reumatoide destrói as articulações, aumentando a sua dependência para realizar as tarefas diárias. No Dia Nacional de Luta Contra o Reumatismo.

Atenção para a carteirinha de vacinação

Se estar imunizado é importante para a população como um todo, nos portadores de artrite reumatoide isso é uma regra! “A vacinação garante que o paciente mantenha o sistema imunológico fortalecido e evita o aparecimento de doenças oportunistas, que podem piorar o quadro como um todo”, explica o reumatologista David Pedrosa, do Hospital Santa Luzia e da Sociedade Brasileira de Reumatologia. No entanto, a vacinação da pessoa com artrite deve ter algumas ressalvas. “Vacinas de vírus vivo, como febre amarela, não devem ser utilizadas em pacientes com doença em atividade e em uso de imunossupressores”, ressalta Pedrosa. Ele também afirma que a dose da medicação do paciente também pode levar a uma interrupção do calendário de vacinação, tendo em vista que a resposta a vacina pode ser insatisfatória. “Além disso, algumas vacinas fora do calendário oficial podem ser indicadas para alguns pacientes antes deles começarem classes de medicações específicas”, completa o reumatologista David.

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